Crescimento da inadimplência no país desafia comércio local a apostar em estratégias para recuperar vendas

O Brasil enfrenta um cenário preocupante de aumento da inadimplência em 2026, com reflexos diretos também em Sorriso. Dados nacionais apontam que o país já soma 73,7 milhões de consumidores inadimplentes, o equivalente a 44,1% da população adulta. O número representa um crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, evidenciando a dificuldade das famílias em manter o orçamento em dia diante do alto custo de vida.

Com base nos dados apresentados pelo SPC Brasil, a realidade de Sorriso segue a tendência nacional, mas com pontos de atenção importantes para o comércio local.

Nos últimos seis meses, o volume de inclusões no SPC cresceu de forma significativa, especialmente entre janeiro e fevereiro de 2026. Esse salto indica um aumento recente da inadimplência, mostrando que mais consumidores estão enfrentando dificuldades para manter as contas em dia. Ao mesmo tempo, as exclusões — que representam a recuperação de crédito — não acompanharam esse crescimento no mesmo ritmo, criando um desequilíbrio entre quem entra e quem sai da inadimplência.

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Outro ponto relevante é o comportamento da recuperação de crédito. A maior parte das regularizações ocorre após 90 dias (38,14%), o que revela que o consumidor demora mais para quitar suas dívidas. Por outro lado, apenas uma parcela menor consegue resolver pendências rapidamente, nos primeiros 30 dias.

Na prática, isso impacta diretamente o comércio local. Com mais pessoas negativadas e demorando mais para regularizar a situação, há redução no acesso ao crédito e, consequentemente, queda no consumo.

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Segundo o presidente da CDL Sorriso, Paulo Silvestro, por outro lado, os dados também mostram uma oportunidade, pois existe um volume relevante de consumidores que ainda conseguem se reorganizar financeiramente. Segundo ele, para os empresários, o cenário exige mais cautela na concessão de crédito, além de estratégias como negociação facilitada e acompanhamento mais próximo dos clientes.

“Ações locais de incentivo à renegociação, educação financeira e campanhas de recuperação de crédito, aliadas a iniciativas dos próprios empresários, como promoções, condições facilitadas de pagamento e estratégias para impulsionar as vendas, podem acelerar esse processo e ajudar a reativar o consumo na economia do município”, diz.

 

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