“O desenvolvimento chegou na Aldeia Wazare e isso me deixa muito orgulhosa, inicialmente com o Etnoturismo, do qual tenho a honra de ser madrinha, e agora as mulheres indígenas estão em busca do fortalecimento empreendedor da produção delas, à exemplo dos artesanatos, por meio do projeto ‘Mulheres no Campo’. Esse projeto é inovador, porque elas utilizam uma técnica específica denominada impressão botânica”, comentou a primeira-dama Virginia Mendes.
Por meio do projeto “Mulheres em Campo – Haliti-Paresi: guerreiras trilhando caminhos para empoderar outras mulheres”, as indígenas buscam fortalecer o empreendedorismo na aldeia e valorizar a simbologia da cultura indígena. Ao chegar na Aldeia Wazare, a secretária Grasi Bugalho foi recebida pelo cacique Rony Paresi e sua esposa Valdirene Zakenaezokerô. Foto: João Reis
Um dos trabalhos desenvolvidos é com a técnica chamada impressão botânica. Na aldeia, as indígenas produzem suas próprias tintas com matéria-prima orgânica e utilizam plantas para criar as estampas nos tecidos.
“Como trabalhamos com turismo e vendemos materiais, fizemos esse projeto pensando em mostrar a simbologia da nossa cultura e das pinturas que irão estampar, por exemplo, as bolsas que vendemos. Assim, o turista que vem conhecer nossa aldeia não irá levar só um pedaço de pano, mas toda a simbologia”, explicou Valdirene Zakenaezokerô, esposa do cacique Rony Paresi e coordenadora do projeto.
Conforme a coordenadora, as mulheres já fizeram cursos de corte e costura, gestão, cooperativismo e associativismo. Agora, buscam apoio do Governo de Mato Grosso para a compra de máquinas e tecidos.
“Este é um projeto de uma comunidade tradicional, onde as mulheres estão inovando, já fizeram capacitação, correram atrás de várias áreas e agora elas querem produzir para ter sua própria renda, para melhorar a vida da sua comunidade e da sua família. Isso é desenvolvimento social de maneira sustentável”, afirmou a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho.
“O trabalho desenvolvido por essas mulheres é muito importante e merece ser mostrado para o nosso povo mato-grossense, para o Brasil e o mundo. É um projeto que acreditamos ser viável e que vamos estudar. Com certeza a primeira-dama Virginia Mendes, que é uma entusiasta dos povos indígenas, vai apoiar. Esperamos muito em breve apresentar os resultados deste projeto”, concluiu.
Outro projeto apresentado à Setasc durante a visita foi o Farmácia Viva, que envolve, com acompanhamento de uma indígena farmacêutica, o cultivo, colheita e uso de plantas medicinais para promoção da saúde e tratamento de doenças, utilizando os benefícios terapêuticos das plantas.
“As mulheres Haliti-Paresi estão de parabéns. Quero em breve conhecer de perto os projetos. Agradeço a secretária Grasielle e a equipe Setasc por atender essa pauta tão importante e à minha equipe da Unaf, que conferiu os detalhes dos projetos”, manifestou a primeira-dama.
Líder da Aldeia Wazare, o cacique Rony Pareci agradeceu a visita da Setasc e ressaltou que o Governo de Mato Grosso tem sido parceiro em projetos com os povos indígenas, sobretudo os que possam gerar emprego e renda dentro da própria aldeia.
“A gente fica feliz que sempre estamos alinhados com o Governo do Estado, por meio da primeira-dama Virginia Mendes e do nosso governador Mauro Mendes, e seu secretariado. A gente vê que eles não têm medido esforços para atender a todos os segmentos e a toda a sociedade mato-grossense. Estamos confiantes de que esse projeto terá uma repercussão até internacional, dando autoestima, vitalidade e protagonismo para nossas mulheres indígenas”, concluiu. O projeto ‘Farmácia Viva’ também foi apresentado à secretária da Setasc, Grasi Bugalho. Foto: João Reis.
Visita a Campo Novo do Parecis
Em Campo Novo do Parecis, a secretária Grasi Bugalho também conheceu as instalações do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas) e a Casa de Acolhimento Infanto-Juvenil “Lar, Luz e Vida”, que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.