Instaladas há menos de um mês no bairro Bela Vista, em Sorriso, as armadilhas ovitrampas já identificaram mais de mil ovos do mosquito Aedes aegypti, acendendo o alerta para a alta infestação na região
As primeiras análises das armadilhas ovitrampas instaladas no bairro Bela Vista, em Sorriso, no fim de abril, revelaram dados preocupantes sobre a presença do mosquito Aedes aegypti na região. Somando as duas coletas já realizadas, foram identificados 1.085 ovos do vetor da dengue, chikungunya e zika.
O mapa de calor elaborado a partir das armadilhas apontou, na primeira leitura, quatro pontos com alto índice de infestação (vermelhos), além de três áreas em alerta (laranjas). Já na segunda leitura, os pontos críticos caíram para três em vermelho e dois em laranja, demonstrando os primeiros efeitos das ações de controle.
Segundo a coordenação do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), o uso do mapa de calor tem tornado o trabalho da Vigilância em Saúde Ambiental mais ágil e eficaz. A tecnologia permite identificar, em tempo real, os focos mais preocupantes, direcionando as ações preventivas com maior precisão.
O secretário de Saúde, Dr. Vanio Jordani, destacou que os bairros escolhidos para instalação das armadilhas – Bela Vista, Fraternidade e Rota do Sol – foram selecionados com base no número de imóveis e registros de doenças. O Bela Vista, por exemplo, conta com 2.456 imóveis e registrou quatro casos de dengue e 24 de chikungunya, com índice atual de infestação em 1,72%. Já o Rota do Sol, com 4.389 imóveis, notificou sete casos de dengue e 29 de chikungunya, com infestação de 3,73%.
O sistema utilizado no Fraternidade é fruto de uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e inclui o uso de larvicida biológico e inseticida, quando necessário. No bairro, 25 armadilhas estão sendo testadas, com coletas realizadas a cada 14 dias. Nos demais bairros, o monitoramento é semanal e realizado com apoio do Ministério da Saúde.
Jordani também anunciou a implantação de um novo laboratório exclusivo para análise das amostras coletadas nas armadilhas, complementando o laboratório já existente que atende as análises feitas pelos agentes de combate a endemias.
“A grande vantagem da armadilha é agir antes que o problema se instale. Quando o ACE encontra um foco em um imóvel, o mosquito já passou pela fase de larva. Com a ovitrampa, conseguimos interceptar o ciclo no início e agir de forma preventiva”, finalizou o secretário.