A decisão judicial que obriga o Município de Sorriso e o Estado de Mato Grosso a custearem um tratamento experimental com células-tronco na Tailândia para um menino de cinco anos com uma rara e grave condição nos nervos ópticos
O programa A Voz do Povo recebeu nos estúdios da Sorriso FM, nesta sexta-feira (13), a defensora pública Dra. Laisa Bitencourt Pereira, que detalhou o caso em que o Município de Sorriso e o Estado de Mato Grosso foram obrigados judicialmente a custear um tratamento experimental com células-tronco a uma criança de cinco anos, residente no município.
O menor, identificado pelas iniciais T.R.C.M., é portador de hipoplasia do nervo óptico bilateral, condição rara e degenerativa que afeta os nervos ópticos e pode levar à cegueira total. Além disso, ele apresenta atraso global no desenvolvimento. Segundo a defensora, foi a própria mãe da criança quem descobriu a possibilidade de tratamento, oferecido por uma empresa de biotecnologia em Bangkok, capital da Tailândia.
Durante a entrevista, Dra. Laisa explicou que o quadro clínico é considerado de alta complexidade e não possui tratamento convencional no Brasil. A decisão judicial levou em conta a gravidade da doença e a ausência de alternativas terapêuticas eficazes, reconhecendo o direito à saúde e à vida digna da criança.
Além do caso, a defensora também aproveitou para divulgar os serviços prestados pela Defensoria Pública de Sorriso, que atende gratuitamente pessoas em situação de vulnerabilidade jurídica. A unidade está funcionando em novo endereço: Avenida Brasil, esquina com a Rua Mato Grosso, número 434, sala 14, no segundo andar. O atendimento pode ser feito presencialmente ou pelo WhatsApp, no número (65) 9963-4454.
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