Projeto Sonho Meu enfrenta crise financeira e busca apoio para não fechar as portas

Projeto Sonho Meu corre risco de fechar as portas em Sorriso; instituição que atende 145 crianças com ecoterapia acumula dívida e busca apoio urgente para se manter

O Programa Avanço do Povo da Sorriso FM recebeu na manhã desta segunda-feira (27) a fundadora do projeto de ecoterapia Sonho Meu, Joely Gomes. Ela esteve acompanhada de Daniele Krieger, mãe atípica, e Suelen Ibanez, que é autista e uma das pessoas atendidas pelo projeto. As entrevistadas fizeram um apelo à comunidade e ao poder público diante da grave situação financeira enfrentada pela instituição.

Nesta quarta-feira (29), a partir das 9h, será realizada uma reunião na sede do SENFOR, na Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de apresentar essa realidade econômica e buscar alternativas para manter o atendimento às crianças. Joely reforça que, sem uma solução urgente, a entidade corre risco de fechar as portas.

Atualmente, 145 crianças são atendidas pelo Projeto Sonho Meu, que oferece ecoterapia — reconhecida como essencial para o desenvolvimento motor, emocional e cognitivo — além de outras terapias, como atendimento psicológico. O espaço também mantém o cuidado e o manejo dos cavalos utilizados nas sessões.

Segundo Joely, a instituição precisaria de aproximadamente R$ 100 mil mensais para se manter. Porém, sobrevive apenas com uma emenda impositiva da Câmara de Vereadores, remanescente do ano passado, que cobre exclusivamente o pagamento de três profissionais. Todo o restante — desde alimentação e cuidados veterinários dos animais até contas de água, energia e insumos — tem sido custeado com ações e eventos promovidos pela diretoria e voluntários.

A dívida já chega a quase R$ 100 mil, crescendo em torno de R$ 20 mil por mês. Tentativas de conseguir patrocínio junto a empresas do setor privado têm encontrado pouca adesão.

Durante o programa, mães e ouvintes participaram destacando o impacto transformador que o atendimento tem na vida das crianças. “É um serviço que muda histórias, que dá autonomia, socialização e qualidade de vida. A gente não pode perder isso”, comentou uma participante.

Joely reforça que a reunião de quarta-feira é decisiva e espera contar com autoridades, empresários e a sociedade civil:
— “Nós não queremos parar. Mas, se não houver apoio, infelizmente vamos chegar ao limite. Essas crianças precisam da ecoterapia, e nós precisamos de Sorriso ao nosso lado.”

A expectativa é que o encontro aponte caminhos para garantir a continuidade do Projeto Sonho Meu, que há anos atua com dedicação e inclusão no município.

Veja a entrevista no vídeo.

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