Presa em agosto do ano passado no Rio de Janeiro por associação criminosa e tráfico de drogas, ela poderá sair de casa apenas para audiências judiciais e para levar as duas filhas ao médico, mediante autorização e sob monitoramento eletrônico.
Apontada pela polícia como companheira do líder de uma facção criminosa em Sorriso (MT), Ingride Fontinelles Morais passou a cumprir prisão domiciliar após decisão da Justiça na última sexta-feira (6), que concedeu habeas corpus à defesa. Ela poderá sair de casa apenas para comparecer a audiências judiciais e para levar as filhas, de 5 e 2 anos, ao médico, mediante comunicação prévia ao juízo.
A decisão considerou que Ingride é a única responsável pelas crianças e não possui rede de apoio familiar. Conforme consta no processo, o pai das meninas, a avó materna e a irmã da investigada estão presos ou foragidos. Já a avó paterna, por ser idosa, não teria condições físicas ou financeiras de assumir os cuidados das netas.
Entre as medidas cautelares impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades, proibição de mudar de endereço ou deixar a cidade sem autorização judicial, além da vedação de contato com testemunhas do processo.
Ingride foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação criminosa e tráfico de drogas. Ela também já havia sido detida anteriormente junto com Priscila Moreira Janis, que assumiu a liderança da organização criminosa em 2022.
De acordo com as investigações, a postura considerada violenta de Priscila teria provocado um racha interno no grupo. Insatisfeitos com a quantidade de “salves” — punições internas — e “decretos” de morte ordenados por ela, integrantes criaram uma facção rival. A divisão intensificou a disputa pelo controle da região e resultou na morte de diversos membros do crime organizado.