Quarta-feira de Cinzas marca início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade 2026 com foco na dignidade da moradia

Durante a entrevista, o sacerdote explicou que a Quarta-feira de Cinzas abre um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, marcado pela oração, jejum e caridade. “É tempo de conversão, de rever atitudes e de voltar o coração para Deus e para os irmãos, especialmente os que mais sofrem”, destacou.

O programa A Voz do Povo, da Sorriso FM, recebeu nesta quarta-feira o padre Valdivino, da Paróquia Santa Luzia, para falar sobre a celebração da Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, e também sobre a Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano traz como tema central a dignidade da moradia.

Sobre a Campanha da Fraternidade, padre Valdivino ressaltou que o tema deste ano convida à reflexão sobre a moradia como direito fundamental e prioridade social. O texto-base da campanha aponta que milhões de brasileiros ainda vivem em condições precárias, sem acesso adequado a saneamento básico, infraestrutura e serviços essenciais.

Segundo dados apresentados na campanha, a inadequação habitacional atinge cerca de 26 milhões de domicílios urbanos no Brasil. A realidade é ainda mais preocupante na Região Norte, onde o índice de moradias inadequadas chega a 47%. Além disso, milhões de pessoas ainda não contam com saneamento básico integral, o que compromete a saúde e a dignidade humana.

O padre enfatizou que a proposta da Igreja não é apenas refletir, mas agir. “A moradia não pode ser vista como mercadoria ou privilégio, mas como direito. A Campanha da Fraternidade nos chama a assumir um compromisso concreto com políticas públicas justas e com ações solidárias em nossas comunidades”, afirmou.

Ele também destacou que a campanha busca conscientizar sobre a necessidade de garantir “teto, terra e trabalho para todos”, fortalecendo a presença da Igreja junto às populações mais vulneráveis e incentivando iniciativas que promovam justiça social.

As celebrações da Quarta-feira de Cinzas na Paróquia Santa Luzia contam com missas e a tradicional imposição das cinzas, símbolo da fragilidade humana e do chamado à conversão.

Veja a entrevista no vídeo.

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