Sorriso pode reduzir déficit de imóveis para locação já no primeiro semestre de 2026

Expectativa é que o aumento na quantidade de moradias resulte, ainda, na equalização do valor do aluguel em Sorriso, que atualmente é um dos mais altos.

O mercado imobiliário de Sorriso, no interior do Mato Grosso, já se prepara para uma virada de chave em uma das preocupações mais evidentes do segmento na região: o déficit de imóveis disponíveis para locação. A previsão é que a cidade receba, ainda na primeira metade do ano, uma leva de aproximadamente 200 novas unidades habitacionais.

A projeção é que a entrega das novas residências seja o ponto de partida na retomada no setor de aluguel e ajude a encontrar um ponto de equilíbrio mais sólido entre oferta e demanda, avalia Tiago Borba, CEO da Foco Negócios Imobiliários, uma das principais imobiliárias do interior do estado mato-grossense.

A escassez tem sido um problema recorrente nos últimos anos, resultando na rápida ocupação dos imóveis disponíveis, mesmo quando eles não atendem aos desejos dos locatários. Para se ter uma ideia, hoje, seria necessário cerca de 20% a mais de moradias disponíveis para locação, para que houvesse esse equilíbrio entre oferta e demanda. “Com certeza, essas novas entregas que devem ocorrer até junho deve contribuir para uma redução importante desse déficit”, afirma.

Aumento na oferta de imóveis, alívio no bolso

Ainda segundo Tiago, embora não tenha havido um aumento brusco no valor do aluguel nos últimos dois anos, o preço gasto com moradia ainda tem sido considerado um dos mais altos, na comparação com outras cidades do mesmo porte – com aproximadamente 120 mil habitantes.

No entanto, a expectativa é que o aumento da oferta ajude não só a frear, mas também a reduzir o quanto inquilinos gastam com aluguel de imóveis. “A previsão é que essa mudança permita, sobretudo, uma ‘equalização de preços’, com aluguéis retornando a uma faixa mais realista, beneficiando tanto locadores quanto locatários”, aponta.

Longevidade também deve ser retomada

Borba avalia, ainda, que o aumento no estoque de imóveis possa provocar, também, um acréscimo na longevidade de contratos de locação. Atualmente, muitos inquilinos têm buscado por novas opções assim que o prazo de multas contratuais termina, devido ao desalinhamento entre suas necessidades e as ofertas existentes.

“Por isso, a maior disponibilidade de imóveis pode tornar essa prática menos comum, o que deve acarretar em contratos cada vez mais longos”, finaliza Tiago Borba.

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