Segundo ele, ocorrências recentes ligadas ao município foram classificadas como não contagiosas, afastando risco de surto, enquanto a Vigilância em Saúde mantém acompanhamento e reforça a importância da vacinação.
O secretário municipal de Saúde, Vânio Jordani, informou que Sorriso não possui, neste momento, casos ativos de meningite em monitoramento. Segundo ele, embora o município tenha registrado ocorrências recentes envolvendo pacientes ligados à cidade, não há situação de surto ou alerta epidemiológico.
De acordo com o secretário, um dos casos envolveu um paciente de município vizinho atendido na rede de saúde de Sorriso e posteriormente regulado para Alta Floresta, onde infelizmente morreu. Após exames laboratoriais, foi constatado que o agente causador não era contagioso. “Graças a Deus não era um agente infeccioso. Provavelmente um pneumococo, o que afasta uma situação de alerta para o município”, explicou.
Outro caso citado envolve uma paciente residente em Sorriso, mas que realizava tratamento em Lucas do Rio Verde. Conforme Jordani, a tipologia identificada foi viral e também não contagiosa.
A meningite é considerada um agravo de saúde potencialmente grave e de notificação compulsória, o que exige comunicação imediata às autoridades sanitárias em casos suspeitos. Por isso, segundo o secretário, a Vigilância em Saúde mantém orientação permanente às unidades de saúde para que qualquer suspeita seja prontamente notificada e investigada.
Ele explicou que, em situações suspeitas, são coletadas amostras de líquor para análise laboratorial, sendo uma destinada ao município e outra encaminhada ao Estado, responsável por exames complementares que identificam o agente etiológico.
Vânio Jordani reforçou ainda a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A vacina contra meningite faz parte do Programa Nacional de Imunizações e é aplicada em crianças aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses.
Entre os cuidados gerais, o secretário orienta evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e limpos, além de buscar atendimento médico diante de sintomas como febre, náuseas, vômitos e sinais neurológicos.
“Graças a Deus temos casos pontuais, sem surto ou epidemia, mas o monitoramento é constante e integrado com a Vigilância Estadual e municípios da região”, concluiu.