O município foi representado pelo coordenador da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), Alberto dos Santos, e pelo guarda municipal de trânsito Vilson Cordeiro, que desenvolve ações educativas em escolas e empresas. Segundo Alberto, a participação no curso contribui para o fortalecimento das estratégias de segurança e prevenção no ambiente escolar.
A capacitação teve como objetivo ampliar o preparo de gestores públicos, profissionais da educação e equipes de apoio para identificar sinais de risco, aplicar protocolos de atuação e desenvolver medidas preventivas diante de possíveis ameaças. A iniciativa foi baseada no Guia para Prevenção de Ataques Extremistas Violentos em Escolas, elaborado pela Abin.
Ao longo da programação, os participantes discutiram mecanismos de prevenção, compartilhamento de informações, integração entre instituições e aprimoramento da capacidade analítica. O encerramento contou com exercícios simulados de gerenciamento de crises, nos quais os grupos avaliaram respostas para situações extremas. Sorriso apresentou uma atividade em conjunto com representantes de Lucas do Rio Verde.
Durante a abertura do curso, realizada em 6 de maio, o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, destacou a relevância do tema ao afirmar que um ataque ocorrido em qualquer região do país impacta toda a sociedade brasileira. Ele ressaltou ainda o papel da Inteligência na construção de estratégias preventivas e no compartilhamento de conhecimento sobre o assunto.
Por ser a primeira edição voltada especificamente para representantes municipais, a formação buscou fortalecer a atuação integrada entre educação, assistência social, segurança pública e demais setores envolvidos na proteção da comunidade escolar. A proposta é estimular a criação de redes locais de prevenção e resposta, tornando as escolas ambientes mais seguros e preparados para enfrentar desafios contemporâneos.
A escolha do tema acompanha a crescente preocupação com episódios de violência em instituições de ensino no país. Dados apresentados durante a capacitação apontam que, em 2025, foram registrados três ataques a escolas no Brasil, resultando em uma morte e oito feridos. No mesmo período, houve 280 ameaças identificadas e 22 ataques impedidos graças à atuação conjunta da comunidade de Inteligência, forças de segurança e da própria comunidade escolar.