A prisão ocorreu após a equipe policial consultar os dados da suspeita e confirmar a existência da ordem judicial junto à Polícia Judiciária Civil (PJC).
Uma mulher foi presa pela Polícia Militar após ser localizada no Hospital Regional de Sorriso, onde aguardava atendimento médico. Conforme explicou o sargento Almeida, a equipe policial estava na unidade de saúde buscando informações relacionadas a um acidente quando identificou a suspeita e, após consulta junto à Polícia Judiciária Civil (PJC), constatou a existência de um mandado de prisão em aberto contra ela.
A suspeita presa é a mesma que denunciou que foi vítima de estupro na delegacia de Sorriso em dezembro do ano passado. O policial acusado do crime segue preso.
Segundo o policial, o mandado está relacionado a crimes como cárcere privado, tortura e sequestro. A suspeita, conforme informações levantadas pela polícia, teria envolvimento em situações investigadas e também já teria passagem por participação em organização criminosa. “Hoje ela afirma que não faz mais isso, mas existe essa situação anterior, quando teria participado”, explicou o sargento.
Antes de ser conduzida à delegacia, a mulher passou por dois atendimentos médicos na unidade hospitalar. A equipe aguardou a conclusão dos procedimentos, mas como não houve necessidade de internação, ela foi apresentada à autoridade policial. A suspeita estava acompanhada da mãe e relatou possuir problemas renais e estar em uma gravidez de risco.
O encaminhamento até a delegacia foi acompanhado por um advogado. De acordo com o sargento Almeida, a mulher inicialmente demonstrou resistência em utilizar a viatura, alegando ter trauma de veículos policiais. “Foi oferecida a opção de ir conosco ou acompanhar o advogado, mas ela acabou sendo conduzida no banco traseiro da viatura junto com a mãe. O mandado de prisão precisava ser cumprido”, afirmou.
A suspeita declarou aos policiais que não tinha conhecimento da ordem judicial contra ela e que vinha circulando normalmente por Sorriso enquanto realizava cuidados relacionados à saúde. O sargento informou, porém, que a dificuldade para localizá-la estaria relacionada às mudanças frequentes de endereço. “Ela muda de endereço com frequência, então a polícia não estava conseguindo chegar até ela”, destacou.