Ela havia sido detida após a identificação de um mandado de prisão em aberto relacionado a investigações por sequestro, cárcere privado e tortura.
A Justiça de Sorriso concedeu liberdade provisória a uma mulher de 24 anos que havia sido presa na segunda-feira (22), enquanto recebia atendimento no Hospital Regional do município. A decisão foi assinada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, após a defesa solicitar a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
A mulher estava internada devido a uma crise causada por pedras nos rins e também por estar grávida de cinco meses, em uma gestação considerada de risco e que necessita de acompanhamento médico. Durante a passagem pela unidade hospitalar, policiais militares identificaram que havia contra ela um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela Segunda Vara Criminal de Sorriso.
Segundo informações, a suspeita foi localizada quando equipes policiais realizavam consultas de rotina no hospital. Após a verificação dos dados pessoais, foi constatada a ordem judicial relacionada a investigações pelos crimes de sequestro, cárcere privado e tortura. Ela também é investigada por homicídio qualificado e organização criminosa no caso da morte de Euler Ramon Bastos dos Santos, assassinado a tiros em dezembro de 2025, em frente a uma vidraçaria no bairro Bela Vista.
A defesa, representada pelo advogado Walter Rapuano, argumentou sobre a necessidade de conversão da prisão em domiciliar devido às condições de saúde da gestante. Ao analisar o pedido, o magistrado considerou que não havia elementos suficientes indicando risco de interferência nas investigações e determinou a aplicação de medidas alternativas à prisão.
Com a decisão, a mulher deverá cumprir algumas determinações judiciais, como comparecimento aos atos do processo, recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 5h, exceto em situações de emergência médica comprovadas, além do uso de tornozeleira eletrônica.
O caso ganhou repercussão após a mulher relatar ter sido vítima de estupro dentro da Delegacia de Sorriso no final do ano passado. O crime foi atribuído ao investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, que responde às acusações.