As investigações identificaram, até o momento, 27 estabelecimentos que eram obrigados a pagar mensalmente valores entre R$ 150 e R$ 300 sob ameaças, enquanto a polícia também apura casos de pagamentos realizados de forma voluntária por empresários ligados ao grupo criminoso.
As investigações da Operação Libertas, deflagrada nesta quarta-feira, apontam que ao menos 27 estabelecimentos comerciais de Nova Mutum eram alvo de um esquema de extorsão atribuído a integrantes de uma facção criminosa. A informação foi divulgada pelo delegado da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Jean Paulo Ferreira, que detalhou os desdobramentos da ação policial. Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Nova Mutum e Cuiabá.
Segundo o delegado, os comerciantes eram obrigados a pagar mensalmente valores entre R$ 150 e R$ 300, exigidos mediante ameaças feitas por telefone ou pessoalmente. As vítimas estavam distribuídas em diferentes regiões da cidade. No entanto, a investigação também identificou casos em que alguns empresários efetuavam os pagamentos voluntariamente, em razão da proximidade com integrantes da facção. Conforme Jean Paulo, essas situações serão analisadas individualmente no inquérito, e aqueles que contribuíram espontaneamente poderão responder por financiamento de organização criminosa.
O delegado reforçou que comerciantes vítimas de cobranças ou intimidações devem procurar imediatamente a Polícia Civil. Ele lembrou que, desde que assumiu a DERF de Nova Mutum, no ano passado, vem orientando representantes do setor comercial sobre esse tipo de crime. Jean Paulo também alertou para a existência de golpistas que se passam por membros de facções para extorquir empresários. Nesses casos, segundo ele, o contato com a polícia é fundamental para identificar os criminosos, interromper os golpes e ampliar as investigações, que seguem em andamento para localizar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema.