Polícia Civil indicia Taques por denunciação caluniosa e obstrução

O ex-governador Pedro Taques foi indiciado, nesta terça-feira (27), por denunciação caluniosa e obstrução de Justiça, em razão de acusações que ele fez contra o promotor de Justiça Mauro Zaque no âmbito da “Grampolândia Pantaneira”.

Zaque foi quem denunciou o esquema de grampos ilegais no governo Pedro Taques, de quem ele havia sido secretário de Segurança.

O indiciamento foi formalizado pela força-tarefa da Polícia Civil que investigou o caso. O grupo, que é encabeçado pela delegada Ana Cristina Feldner, encaminhou toda a investigação referente ao caso ao Poder Judiciário.

Além de Feldner, a força-tarefa ainda tem os delegados Renato Resende e Romildo Nogueira.

Em 2017, à época em que o caso veio à tona, Taques fez uma representação contra Mauro Zaque após este fazer a denúncia sobre os grampos.

Taques então o acusou de crimes de falsificação de documento público, prevaricação e denunciação caluniosa.

Isso porque, segundo o ex-governador, em 2017 Zaque o comunicou de que haveria uma “quadrilha” dentro do seu governo envolvida com grampos ilegais. Assim, Taques diz que solicitou ao então secretário que protocolasse oficialmente a denúncia.

Porém, segundo o ex-governador, Mauro Zaque foi, um dia depois de comunicá-lo do esquema, se reunir com o coronel Zaqueu Barbosa, comandante-geral da PM de Mato Grosso à época dos fatos, e não protocolizar o documento como ele havia lhe pedido.

Taques ainda acusou Zaque de prevaricação por ir à Procuradoria Geral da República (PGR) em janeiro de 2017, sendo que já sabia do caso desde 2015.

 

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