A Voz do Povo: Juiz Dr Anderson Candiotto reassume a 2ª Vara Criminal em Sorriso e fala sobre violência doméstica

A bancada do programa A Voz do Povo recebeu nesta terça-feira (17-05) o Juiz de Direito Dr. Anderson Candiotto, que acaba de reassumir a Segunda Vara Criminal de Sorriso, mas também permanece à frente da Segunda Vara Cível.  Ele explicou que as duas varas atuam de forma convergente no que tange a combater e prevenir a violência doméstica.

“A Segunda Vara Criminal tem como carro chefe a rede de proteção da mulher, e a segunda vara cível que tem como carro chefe a rede de proteção as crianças. Um trabalho que está sendo feito a várias mãos para que possa ser intensificada e estruturada também aqui em Sorriso”, disse o Juiz.

O propósito do juiz é unificar as duas redes. “Temos que olhar para a violência de forma sistêmica. Quando falamos de violência contra a mulher e contra a criança, basicamente se está falando de violência contra a mulher. São pessoas ligadas à família que praticam esta violência. É importante ter este olhar unificado para a origem desta violência, para tratar de forma sistêmica, todas as pessoas afetadas: a mulher, a criança e o próprio agressor no contexto em que ele faça parte da família. Além de tratar as vítimas, é preciso reprimir e punir o agressor, mas trabalhar, quando viável uma conscientização deste agressor, para que cesse o ciclo desta violência”.

Ele lembrou que antes da pandemia se realizava em Sorriso oficina terapêutica para trabalhar com os agressores. “A pandemia desestruturou muito do que era feito. Da rede da mulher mantivemos a porta de entrada e as vias de proteção. A parte terapêutica foi muito prejudicada. Agora, passada a pandemia, estamos trabalhando para unificar as redes, estruturar esta rede unificada – conversa que já está avançada com outros atores, para termo suma estrutura específica, multidisciplinar, com equipe própria de assistência”.

O Juiz foi bastante esclarecedor em sua fala sobre o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, motivo de muitas dúvidas quando se fala em trabalho para adolescentes.  “O ECA não proíbe nada. Você não pode explorar uma criança ou um adolescente. Mas, entre educar, disciplinar e explorar a diferença é muito grande. É preciso ter regras em casa. Adolescentes e crianças precisam de limites. Que consciência de cooperação e responsabilidade vai ter o adolescente que não ajuda com nada. Então, você pai e mãe ou representante legal, seja uma autoridade na vida da criança e do adolescente. Existe cultura de que temos que ser amigos dos filhos. Somos pais, somos mães de nossos filhos”, disse.

Para quem está em relacionamento, o Juiz também deixou recados. “Para as mulheres; se valorizem. Entendam que vocês merecem ser respeitadas. Que ninguém pode falar alto, bater, gritar ou colocar cabresto. Exijam respeito e não tolerem a violência. Não existe sentimento nenhum no mundo que justifique violência. E o recado para os homens que convivem com mulheres: respeitem. Isso é obrigação. Respeito como ser humano, respeito como mulher. Tem que respeitar. O que compete aos homens uma relação é argumento, comunicação, converse. Se você acha que algo tem que mudar, converse. Mas, não queira castigar alguém, porque você não tem esse direito”, afirmou o Dr. Anderson.

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