A Voz do Povo: produção de hortaliças será tema de Dia de Campo em Sorriso

O evento acontece no próximo dia 25 de maio em uma propriedade considerada modelo, localizada na Zona Leste de Sorriso. De uma área relativamente pequena, uma grande produção de alimentos chega até o consumidor sorrisense.

“O principal objetivo é mostrar que com pequenas áreas de terras pode-se sustentar uma família inteira e ter vida com qualidade. Há mais de 30 anos este local que vamos mostrar está produzindo alimentos. Queremos mostrar também que é preciso ter persistência. E mostrar que lá trabalham com funcionários, mas também com família, como é para ser a agricultura familiar. Será na horta do Senhor João Otoni, ao lado da Igreja Santa Luzia”, disse o Secretário Adjunto de Agricultura Márcio Kuhn, em entrevista ao programa A Voz do Povo nesta quinta-feira (19-05).

Além dos produtores, estão convidadas Secretarias de municípios da região e técnicos para o evento, que terá palestras técnicas e apresentação de novas tecnologias. “Para ele se desenvolver desta forma, está usando modelos diferentes de trabalho. Nós precisamos fazer com que a agricultura familiar, que tem potencial, empregue mais tecnologia, copiando um pouco do sucesso que é o agronegócio”, disse Márcio.

Mão de Obra

Na entrevista, o Secretário abordou também a questão da dificuldade em conseguir mão de obra para a agricultura familiar. “Os produtores rurais não têm a mesma força que tinham antigamente e não está havendo uma sucessão familiar. Isso porque estamos competindo com o agronegócio que paga bem e com um município que cresce 18% ao ano e sempre tem empregos a oferecer. E competimos com o alto custo de produção com porcentagem de lucro pequena. Então, não há como cativar o filho do pequeno produtor para que esteja lá”.

Baixar os custos de produção

Sorriso produz atualmente cinco mil pés de folhosas, incluindo alface, cebolinha verde e couves. Toda esta produção é comercializada no município. Vende bem, porque não compete com produtos de fora, com outros. “Esta produção é mais viável porque não há competição com grandes produtores”, explica Márcio.

No município também são produzidos pepino, abobrinha e frutas diversas. Nem todos os produtos tem a mesma procura que as folhosas, segundo o secretário. E, como agravante para o momento vivido pelo setor, ele apontou a crise econômica que fez cair grandemente o poder de compra dos consumidores em geral. “As pessoas compram o básico, feijão e arroz e não compram os legumes, que antigamente compravam. Vemos nas feiras a redução as compras, nos mercados e do frango caipira também. Temos que reduzir os custos de produção”.

 

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