Adoção tardia transforma família e inspira reflexão sobre o acolhimento de adolescentes

Alyne Gracioli compartilhou sua experiência ao lado do marido, Bruno, na construção de uma nova família com os irmãos Zaqueu e Gabriel, adotados aos 12 e 16 anos, destacando os desafios, aprendizados e a importância de ampliar o debate sobre a adoção de crianças e adolescentes que ainda aguardam por um lar.

No programa A Voz do Povo desta quarta-feira (3), a entrevistada foi Alyne Gracioli, responsável por uma clínica de desenvolvimento infantil em Sorriso, que compartilhou uma história marcada por amor, coragem e transformação. Aline falou sobre sua experiência com a adoção tardia, tema ainda cercado por preconceitos e desinformação no Brasil.

Há quase um ano, Alyne e o marido, Bruno, tornaram-se pais de Zaqueu e Gabriel, que chegaram à família aos 12 e 16 anos de idade. Neste mês de junho, a nova formação familiar completa um ano de convivência, enquanto segue em andamento o processo de formalização da adoção.

Durante a entrevista, Alyne destacou que a adoção tardia ainda enfrenta muitas barreiras culturais. Segundo ela, a maioria das pessoas interessadas em adotar busca crianças pequenas, geralmente com até seis anos de idade, o que contribui para longas filas de espera entre os pretendentes e faz com que muitos adolescentes permaneçam por anos aguardando uma oportunidade de viver em família.

No caso de Alyne e Bruno, a espera foi relativamente curta justamente porque os dois irmãos já estavam há bastante tempo disponíveis para adoção. Conforme relatou, tanto Zaqueu quanto Gabriel já haviam perdido a esperança de serem adotados quando receberam a notícia de que passariam a integrar uma nova família.

Em um relato emocionante, Alyne compartilhou os desafios e aprendizados do período de adaptação, a construção dos vínculos afetivos e as mudanças que a chegada dos filhos trouxe para a vida do casal. Ela ressaltou que a experiência mostrou que a adoção vai muito além da idade da criança ou do adolescente, sendo baseada principalmente na disposição para acolher, compreender histórias de vida e construir relações de confiança.

Veja a entrevista no vídeo.

Programa Estação Sicredi

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