Ele cobra responsabilização de policial civil em Sorriso
O advogado Walter Djones Rapuano, do escritório Leonar Rapuano Cândido Advogados, publicou uma nota pública nesta semana detalhando denúncias graves de violência sexual supostamente praticadas por um policial civil contra uma mulher que estava sob custódia do Estado, em Sorriso.
Segundo o documento, a vítima, identificada apenas pela inicial “F”, foi presa temporariamente no início de dezembro de 2025 e passou por audiência de custódia no dia seguinte. Após os procedimentos, teria permanecido sob responsabilidade da Polícia Civil, momento em que, conforme relato apresentado à defesa, ocorreram os abusos.
De acordo com a nota, os crimes teriam acontecido entre a noite de 9 de dezembro e a manhã de 10 de dezembro, dentro das dependências da delegacia. A mulher afirma ter sido retirada da cela para uma sala isolada, onde o policial teria cometido quatro estupros, além de ameaças à sua filha menor, para que ela permanecesse em silêncio.
Posteriormente, ela foi transferida para a Cadeia Feminina de Arenápolis. Já em liberdade, entrou em contato com o advogado e relatou os fatos. A defesa orientou a preservação de vestígios e a denúncia imediata ao Ministério Público.
Ainda conforme a nota, exames periciais realizados pela POLITEC teriam identificado material genético compatível com violência sexual. Com base nas provas colhidas, a Delegada responsável pelo núcleo da Mulher em Sorriso Layssa Crisóstomo, solicitou a prisão do suspeito, medida que foi cumprida no início de fevereiro, com parecer do Ministério Público favorável à manutenção.
Defesa pede mudanças nos protocolos
No comunicado, o advogado agradece a atuação do Ministério Público e da delegada responsável pelas investigações e cobra maior proteção às mulheres sob custódia do Estado. Entre os pedidos, está a presença permanente de policiais do sexo feminino em atendimentos e conduções de detentas, como forma de prevenção a abusos.
A defesa também reforça a necessidade de responsabilização criminal do policial apontado como autor, com respeito ao devido processo legal, mas com rigor na apuração dos fatos.
A nota foi finalizada com a mensagem de que “ninguém está acima da lei” e que o caso deve servir de alerta para aprimorar os procedimentos de proteção a mulheres privadas de liberdade.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
Nos anexos, a íntegra da nota pública.