ALMT contrata empresa do PR por R$ 4,6 milhões ao ano para fornecer mais de 100 servidores para atuar em gabinetes

Um contrato firmado entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e uma empresa do Paraná prevê a contratação de mais de 100 funcionários para a prestação de serviços para os gabinetes.

O valor mensal do contrato é de R$ 384,9 mil, gerando despesa de mais de R$ 4,6 milhões em um ano.

O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, que assinou o contrato no dia 3 de fevereiro com a empresa, ainda não se manifestou sobre o assunto.

Ao todo, serão 113 contratações para atender os gabinetes dos 24 deputados estaduais. Entre as funções estão a de copeira, com salário de R$ 3,4 mil. Também tem 29 vagas para garçom, com salário de R$ 3.097; recepcionista – 18 vagas -, com salário de R$ 3 mil. A maioria das vagas são para auxiliar administrativo. São 40 vagas, com salário de R$ 4.015. Mas a função com salário mais alto é a de zelador: R$ 4.182. Ao todo, devem ser contratados 20 zeladores.

O contrato tem validade de 12 meses.

A reportagem percorreu os gabinetes para saber a opinião dos parlamentares sobre as contratações. A maioria dos gabinetes estava vazia.

Um dos deputados encontrados foi Silvio Fávero, do PSL, o qual afirmou que não estava sabendo desse contrato e disse ser contra mais despesas. “Nos não precisamos gastar R$ 4 milhões para contratar pessoas para servir café para nós? Entendo que não”, declarou.

Além desse benefício, os deputados têm direito a uma verba indenizatória de 65 mil por mês. O dinheiro pode ser gasto com passagens aéreas, refeições e hospedagens. A comprovação das despesas é feita em relatório, sem a necessidade de nota fiscal.

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