Morosidade

Audiência sobre morte de soldado em treinamento no Manso há quase 10 anos tem data alterada novamente

Por: Olhardireto

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada da Justiça Militar, alterou mais uma vez a data da audiência sobre a morte do soldado alagoano Abinoão Soares de Oliveira, ocorrida durante treinamento da Polícia Militar de Mato Grosso no Lago de Manso. O fato ocorreu em abril de 2010, mas até hoje não houve conclusão. A próxima audiência deve ocorrer no próximo dia 13 de fevereiro.

A morte de Abinoão ocorreu no dia 24 de abril de 2010, em um treinamento da PM no Lago do Manso, mas apenas no ano passado foram sorteados os cinco coronéis que atuarão como juízes militares neste caso.
 
Três audiências haviam sido agendadas para os dias 25, 26 e 27 de junho de 2019, mas acabaram sendo adiadas. Meses depois novos adiamentos ocorreram, sendo as audiências marcadas para o dia 3 de fevereiro de 2020 e depois remarcadas para o dia 9 de março de 2020.
 
Em um despacho publicado nesta quarta-feira (8) o juiz Marcos Faleiros redesignou a sessão para o próximo dia 13 de fevereiro, às 14h. No processo ainda figuram como réus um total de 17 pessoas e 20 figuram como vítimas.
 
O treinamento
 
O evento foi organizado pelo Centro Integrado de Operações Áreas (CIOPAER). Quatro militares passaram mal, mas o policial militar Abinão Sorares de Oliveira não resistiu ao mal súbito e morreu durante o treinamento do 4º Curso de Tripulantes Operacionais Multimissão (TOM-M), realizado na Terra Selvagem Golf Club, na estrada de acesso ao Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães.
 
O treinamento estava sendo ministrado pelos tenentes Carlos Evane Augusto e Dulcézio Barros de Oliveira, oficiais do Batalhão de Operações Especiais de Mato Grosso (BOPE-MT). A vítima era policial militar no estado de Alagoas, sendo convocado pela Força Nacional de Segurança Pública (União Federal) a fazer parte do treinamento organizado pelo Estado de Mato Grosso.

Tortura
 

Em 2011, o MPE ofereceu denúncia contra 29 policiais militares e pediu a prisão preventiva de sete deles por conta do treinamento realizado em 24 de abril de 2010.
 
O promotor Vinicius Gahyva Martins ressaltou que foram pedidas as prisões preventivas por conta da manutenção da ordem pública e conveniência da instrução criminal, pois, os oficiais que possuem patentes elevadas, poderiam interferir no andamento dos tramites processuais.

Os envolvidos respondem pelos crimes de tortura seguida de morte e tortura qualificada. Isso porque além de Abinoão, mais soldados foram vítimas dessa prática, no entanto apenas ele acabou morrendo durante os treinamentos. O promotor declarou à época que o número de torturados chegou a 19 e que as torturas foram detectadas em pelo menos 25 situações diferentes ao longo do curso.

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