Aumento em conta de energia pesa em projeção divulgada pelo Banco Central

A expectativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), para este ano subiu de 3,54% para 4,21%, na 17ª correção semanal para cima. A projeção furou a meta de inflação a ser perseguida pelo Banco Central, que é de 4% em 2020, após a adoção da bandeira tarifária vermelha nível 2 em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para o ano que vem, a estimativa de inflação caiu, de 3,47% para 3,34%. A meta perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As expectativas estão no Boletim Focus, que é divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central e traz as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos do país.

Selic

O mercado prevê que a taxa básica de juros, a Selic, permaneça em 2% ao ano em 2020, mesma projeção há 23 semanas. Para a Selic em 2021, a estimativa é de 3,00% ao ano, mesma expectativa há duas semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em em 2% ao ano. A próxima reunião, a última do ano, está marcada para a terça e a quarta-feira desta semana.

PIB

A estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020 subiu de -4,50% para -4,40%, terceira alta seguida, vindo de um piso de -6,54% atingido no fim de junho.

Para 2021, a projeção subiu de 3,45% para 3,50%.

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