Bolsonaro afirma que o povo brasileiro não precisa temer o 7 de setembro

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (02/09) que “ninguém precisa temer o 7 de setembro”. A declaração ocorreu durante cerimônia de lançamento das autorizações ferroviárias Setembro Ferroviário.

“Alguém já me viu brigando com algum poder, alguma instituição, a não ser algo pontual? O Brasil tá em paz no meu entender. Tá faltando uma ou outra autoridade ter a humildade de reconhecer que extrapolou e trazer a paz no Brasil. Ninguém precisa temer o 7 de Setembro”, alegou.

Bolsonaro voltou a dizer que comparecerá a dois atos no Dia da Independência. “Eu já falei, que, se Deus quiser, estarei aqui na Esplanada, usarei a palavra. Como logo depois tenho um compromisso em SP dia 8, pretendo ocupar um carro de som na Paulista, que deve ter umas 2 milhões de pessoas. Ao que tudo indica, vai ser um recorde de pessoas”.

O chefe do Executivo ironizou por duas vezes uma declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux durante abertura da sessão nesta quinta-feira sobre respeito à democracia enquanto comentava os atos previstos para o feriado. Em referência a ministros da Corte e à crise institucional criada por ele próprio, apontou também que “muitas vezes, falta a gente olhar para dentro de nós mesmos para ver se não somos aquela pessoa que está turvando aquela água”.

“O que essa pessoas estão fazendo lá? O que elas estão pedindo? O que elas estão clamando a não ser aquilo que o ministro Fux disse hoje em sua sessão: “Não pode haver respeito à democracia se não tiver respeito à Constituição”. Parabéns mais uma vez, ministro Fux. É isso que eu quero, vossa excelência quer. Lira quer, Pacheco quer. Todos nós queremos. Mas, muitas vezes falta a gente olhar para dentro de nós mesmos para ver se não somos aquela pessoa que está turvando aquela água. O que é turvar aquela água? É a nossa paz aqui”, acrescentou.

“Quantas vezes engulo sapo pela fosseta lacrimal? Agora, não é só o Executivo que tem que engolir sapos”, disparou.

O mandatário negou ter organizado as manifestações pró-governo previstas para a data apesar de ter convocado apoiadores nas últimas semanas para comparecerem às ruas. E voltou a chamar ministros da Corte a discursar para a população junto a ele em carros de som.

“Não estou organizando nada para o dia 7, apenas estou sendo convidado. Mas se algum integrante da mesa diretora da Câmara, do Senado, do TCU, do TSE, do TST, do Supremo Tribunal quiser subir num carro de som comigo e ver 1 ou 2 milhões de pessoas na sua frente e fazer uso da palavra, eu garanto essa palavra”.

Segundo ele, o dia 7 servirá como uma “fotografia para o mundo de um mar verde e amarelo”.

“Não teremos outro grito de independência. Nós já somos independentes. Creio que o que acontecer no dia 7, o mundo e vocês vão ver uma fotografia. Um mar verde e amarelo pela frente. Como diz um velho ditado: “uma boa imagem vale mais que um milhão de palavras”.

Bolsonaro afirmou que “tem gente que erra na Câmara, no Senado, no Executivo, no STF” e que “os outros tem que chegar e conversar”.

“Não precisamos estar vivendo num momento de tensão por parte de alguns”, emendou.

Por fim, defendeu apoiadores dizendo que os mesmos realizam atos pacíficos, ao contrário da esquerda. “O que vai acontecer dia 7? Vai acontecer um dos atos mais bonitos da nação. O povo de forma voluntária vai com a camisa verde e amarela, com sua família. Este mesmo povo, como em movimentos anteriores, não depredaram um só prédio publico, não tocaram fogo em pneu, não atiraram pedra em policiais porque são pessoas do bem, diferente do outro lado”, concluiu.