Com vacinação ‘sofrível’, MT pode ter nova explosão em casos de Covid-19 em semanas

Com o relaxamento das medidas preventivas e a estagnação da vacinação, o Brasil tem experimentado um aumento na média móvel de casos da covid-19. Na tendência nacional, Mato Grosso pode ter uma explosão de casos nos próximos dias em meio ao estágio de imunização “sofrível”.

Ao portal, o secretário adjunto de Vigilância Sanitária em Saúde, Juliano Melo, afirmou que, após o pico de casos e óbitos no início do ano, a vacinação no estado diminuiu.

“O que está acontecendo é que, como a gente está com uma cobertura de vacinação sofrível, principalmente nas crianças, adultos jovens, a gente tem um aumento no número de casos positivos”, disse.

“A gente está percebendo um aumento de positividade de novo, casos leves, sem gravidade. E tem ainda início de uma elevação, pensando nesses casos mais leves”, acrescentou.

À reportagem, o gestor destacou que, além da baixa imunização, outros fatores dificultam a coleta completa de dados sobre a pandemia em Mato Grosso.

Os autotestes são um destes fatores, uma vez que muitas pessoas não dão um retorno sobre o resultado do exame às unidades de saúde. Aliado a isso, os testes rápidos realizados por prefeituras cujos resultados não são computados aos sistemas centrais de dados também geram subnotificações de casos.

Médica do Hospital São Mateus, a infectologista Paula Battaglini reitera o alerta sobre a desaceleração na busca pela vacinação, sobretudo nos casos de aplicação da segunda doses e também da imunização de reforço.

Conforme destacado pela médica, o aumento de casos já é perceptível tanto na rede pública quanto na privada. E, diante deste cenário, a infectologista aconselhou o retorno de métodos de prevenção utilizados nos momentos mais graves da pandemia.

“O aumento dos casos faz a gente reforçar alguns cuidados que de certa forma foram deixados de lado. Com o retorno das atividades, liberação do uso de máscaras, algumas pessoas acabaram se descuidando, especialmente em ambientes fechados, quando estamos com pessoas do grupo de risco. Algumas medidas, embora não sejam obrigatórias em decreto, valem à pena serem mantidas”, destacou.

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