O crime, marcado por extrema violência, ocorreu em janeiro de 2024 e teve como vítima Eleandro Brandino, executado e enterrado em covas distintas para dificultar as investigações.
Alison Antônio Silva Vieira foi sentenciado a 27 anos de prisão, enquanto Washington Luiz Matias Sanches recebeu pena de 27 anos e 7 meses de reclusão. Ambos deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do concurso de agentes. Os jurados também entenderam que houve participação dos réus na ocultação do cadáver.
De acordo com a denúncia, Eleandro Brandino foi morto entre os dias 17 e 18 de janeiro de 2024. Conforme sustentado pelo Ministério Público durante o julgamento, a vítima foi capturada e levada até uma área de mata localizada nos fundos de um estabelecimento comercial, onde teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”.
No local, Eleandro foi agredido com arma branca, decapitado e, posteriormente, teve o corpo enterrado em covas distintas, numa tentativa de dificultar as investigações.
Durante os debates em plenário, o Ministério Público de Mato Grosso foi representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), que defenderam a responsabilização dos acusados.
Em manifestação após a sentença, os representantes do Ministério Público destacaram que a decisão reforça a atuação do Tribunal do Júri no enfrentamento a crimes praticados com extrema violência e na rejeição de práticas que buscam impor formas paralelas de punição.