A denúncia de suposto assédio sexual envolvendo uma enfermeira e um coordenador de enfermagem em uma unidade de saúde de Sorriso ganhou grande repercussão no município e no estado.
A população de Sorriso foi surpreendida, na última semana, após a denúncia feita por uma enfermeira que atua em uma unidade de saúde no bairro Santa Clara. Segundo o relato, ela teria sido vítima de assédio sexual por parte do coordenador de enfermagem, Oseias da Silva, há cerca de quatro meses.
Diante da repercussão do caso, o coordenador concedeu entrevista e negou veementemente as acusações. Ele afirma que sua atuação sempre foi pautada pelos princípios éticos da profissão e que não houve qualquer conduta inadequada.
De acordo com Oseias, sua função enquanto diretor de enfermagem envolve fiscalização das unidades. Ele relata que recebeu denúncias internas sobre a conduta profissional da enfermeira e, por isso, realizou visitas técnicas à unidade, além de manter contato com a equipe principalmente por meio de aplicativo de mensagens.
O coordenador afirmou que esteve presencialmente na unidade apenas duas vezes durante o período citado e que as visitas ocorreram para apuração de denúncias relacionadas ao funcionamento do local. Segundo ele, todas as ações foram documentadas por meio de relatórios técnicos encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda conforme o relato, após apuração de irregularidades administrativas e éticas atribuídas à profissional, foi decidido pelo desligamento da enfermeira. Oseias sustenta que a denúncia de assédio surgiu após essa decisão.
Ele também destacou que a unidade possui sistema de videomonitoramento, o que, segundo ele, pode comprovar sua versão. “As imagens estão disponíveis e podem ser analisadas. Não houve qualquer contato inadequado”, afirmou.
O coordenador informou ainda que pediu afastamento do cargo para que as investigações ocorram com total transparência e disse já ter acionado sua defesa jurídica. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
“Confio que a verdade vai aparecer. Tenho como comprovar tudo por meio de documentos, imagens e depoimentos da equipe”, declarou.
O episódio segue em apuração pelas autoridades competentes. Enquanto isso, o caso levanta debate sobre a importância da investigação rigorosa de denúncias dessa natureza, garantindo tanto a proteção das vítimas quanto o direito à ampla defesa.