Investigado na CPI dos Funcionários Fantasmas, Claudiney da Silva Oliveira usa do direito de permanecer calado em oitiva e sai pela porta dos fundos da Câmara

Na tarde desta quinta-feira (23/06) foi realizada a 5ª reunião da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga denúncia de funcionários fantasmas lotados na Secretaria de Cidade, quando foi realizada a oitiva do ex-secretário Ednilson de Lima Oliveira e também deveria ser ouvido o servidor afastado Claudiney da Silva Oliveira, porém este usou do direito de permanecer em silêncio.

A advogada do servidor afastado Claudiney da Silva Oliveira apresentou um pedido para que o mesmo pudesse ser ouvido em sigilo, na condição de investigado, em uma sala reservada e não no plenário da Câmara Municipal em oitiva pública. A petição apresentada pela advogada Carla Andreia Calegaro foi lida durante a oitiva e colocada em votação pela Comissão Parlamentar de Inquérito para ser analisada e  deliberada. Tanto o presidente Marlon Zanella, quanto o relator Celso Kozak, bem como o membro da CPI Zé da Pantanal votaram que a oitiva deveria ser feita por oitiva pública, negando o sigilo ao servidor afastado.

Foram feitas diversas perguntas direcionadas ao investigado, porém ele respondeu que iria usar da prerrogativa do direito constitucional de se manter em silêncio. O servidor afastado usou de uma máscara (utilizada para a prevenção à Covid) para esconder o rosto e permaneceu de cabeça baixa, não respondendo nenhuma pergunta a ele direcionada.

As perguntas que foram feitas a ele foram as seguintes: “Sua qualificação completa, meio de vida, profissão e local que exerce atividade? Servidor efetivo de qual cargo? Data da posse e que cargo ocupava na data de 01/01/2019 a 26/05/2022? Poderia nos esclarecer como deveria funcionar a fiscalização dos contratos de mão-de-obra dos terceirizados da cooperativa? Quantos contratos de terceirizados o senhor foi responsável pela fiscalização e desde que ano? As testemunhas até então ouvidas atribuem a responsabilidade por desvio de recursos públicos ao senhor, é verdadeira essa acusação? Não sendo verdadeira a acusação, tem algum motivo em particular em atribuí-la? Se conhece pessoa ou pessoas a que imputar a prática? E se com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela. Conhece os cooperados e testemunhas já inquiridas ou por inquerir e desde quando, e se tem, o que alegar contra elas? Os cooperados, a cooperativa, sabiam dessa situação, tinham participação? Consta ainda, que dois desses cooperados recebiam na conta do seu pai e da sua esposa. A sua família não percebia que todo mês esse dinheiro era depositado em conta? Não questionavam de onde vinha o dinheiro? Tinham acesso a essa conta, sabiam desse esquema? Ao longo dos anos, sabe precisar o total desviado? O senhor pretende devolver esse dinheiro aos cofres públicos e qual é o montante? Ao final foi lhe concedido o prazo de 20 minutos para alegar algo em sua defesa e o servidor afastado continuou permanecendo em silêncio, lhe resguardado em lei.

Após o interrogatório da CPI, Claudinei da Silva Oliveira se manteve em uma sala reservada e depois se retirou da Câmara pela porta dos fundos, não concedendo entrevista para a imprensa presente.

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