Falta de profissionais ameaça funcionamento do Hospital Regional de Sorriso, e SISMA cobra convocação de concursados

Com 27 leitos bloqueados por falta de médicos e enfermeiros, o Hospital Regional de Sorriso enfrenta uma crise que acende o alerta sobre o déficit de profissionais na rede estadual de saúde

O déficit de profissionais na rede estadual de saúde tem gerado preocupação crescente entre gestores e sindicatos do setor. Em Sorriso, a situação é especialmente crítica: o Hospital Regional já bloqueou 27 leitos por falta de médicos e profissionais de enfermagem, incluindo 6 de pediatria, 5 de clínica cirúrgica e 15 de clínica médica. A unidade também corre o risco de fechar mais 3 leitos na UTI Neonatal por falta de enfermeiros especializados. Dos 143 leitos registrados no hospital, apenas 116 estão ativos.

A diretora do hospital, Ivone Carvalho, enviou no último dia 16 de julho um ofício ao secretário de Estado de Saúde alertando sobre a gravidade do problema. No documento, ela destaca a lentidão na reposição de servidores que se aposentam ou falecem, e alerta para os riscos à vida dos pacientes diante da sobrecarga enfrentada pelas equipes reduzidas. A situação já foi oficialmente comunicada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), ao Conselho Regional de Enfermagem (COREN) e ao Núcleo de Segurança do Paciente.

O presidente do SISMA, Carlos Mesquita, reforça que o problema vai além da estrutura física das unidades hospitalares: “Tenho mantido diálogo constante com a Secretaria de Estado de Saúde solicitando a nomeação dos concursados. Estamos perdendo muitos servidores por aposentadoria e a demanda é muito grande. A saúde precisa de gente. É urgente que o governo se sensibilize com essa realidade”, enfatiza.

Segundo Mesquita, o déficit atual da Secretaria de Estado de Saúde ultrapassa 7 mil profissionais em todo o estado, o que coloca diversas unidades em situação de alerta. Ele lembra que o SISMA – Sistema de Informação de Saúde para Monitoria e Avaliação – tem cobrado insistentemente a convocação dos concursados como forma de evitar o colapso do sistema. “A saúde está pedindo socorro”, diz.

Em resposta à demanda, a SES informou, por meio de nota à imprensa, que está analisando a solicitação e avaliando medidas para viabilizar a contratação de novos profissionais.

Programa Estação Sicredi

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