Filhotes de macaco-prego são soltos em área de reinserção em Sorriso

Um dos animais foi resgatado ainda bebê, após a mãe morrer atropelada em Alta Floresta, e permaneceu mais de 40 dias em cuidados especializados antes de ganhar uma nova chance em liberdade.

Dois filhotes de macaco-prego ganharam uma nova chance ao serem soltos em uma área preparada para reinserção à vida silvestre em Sorriso. A soltura marcou o fim de um período de cuidados intensivos e o início de uma nova etapa em liberdade, com acompanhamento especializado nos primeiros dias.

Um dos filhotes foi resgatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) ainda agarrado ao corpo da mãe, que morreu após atropelamento em área urbana de Alta Floresta. Na ocasião, ele tinha entre 15 e 20 dias de vida. Apesar de não apresentar quadro crítico, passou por exames de rotina e recebeu alimentação especial na mamadeira durante 43 dias em uma clínica veterinária conveniada ao órgão ambiental.

Durante o tratamento, houve a aproximação com outro filhote da mesma espécie, resgatado em Colíder, que também recebia cuidados semelhantes. Após o período de adaptação alimentar e alta médica, ambos foram encaminhados para a área de soltura em Sorriso, que conta com estrutura adequada para garantir segurança e favorecer o desenvolvimento natural dos animais.

A adaptação ao novo ambiente foi acompanhada pela médica veterinária Lilian Medeiros. Dez dias após a transferência, os filhotes já demonstravam estar bem integrados, inclusive aceitos por um bando formado por outros macacos-pregos órfãos que vivem no local.

“Introduzir um filhote de macaco-prego em um grupo é devolver a ele aquilo que a vida interrompeu cedo demais: o sentimento de pertencimento. Órfão, ele perdeu mais do que a mãe, perdeu o colo, a proteção e o aprendizado que só o convívio em grupo pode oferecer. Participar desse processo e acompanhar os filhotes serem acolhidos nos dá a certeza de que existe uma nova chance”, destacou a veterinária.

A Sema orienta que, ao encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, a população acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Casos de crimes contra a fauna podem ser denunciados à Ouvidoria da Sema pelos telefones (65) 3613-7398 e (65) 98153-0255 (também WhatsApp), pelo e-mail ouvidoria@sema.mt.gov.br ou em uma das unidades regionais do órgão.

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