Homem é preso em Sorriso por suspeita de exploração sexual infantil; investigação aponta 3 vítimas identificadas

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCA), ele armazenava e recebia imagens e vídeos de abuso produzidos por uma mulher presa anteriormente. 

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (15), um homem de 42 anos, morador de Sorriso, que atua no ramo de combustíveis, suspeito de envolvimento em crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCA) e é resultado de uma investigação iniciada após a prisão de uma mulher apontada como responsável por aliciar crianças para produzir material de abuso sexual.

Segundo o delegado Tiago Meira, o investigado responderá por crimes relacionados ao armazenamento de imagens de abuso sexual infantil e também pela produção desse tipo de material. A investigação revelou que a mulher presa anteriormente atraía as vítimas e gravava vídeos e imagens de atos libidinosos envolvendo crianças, encaminhando o conteúdo ao suspeito por meio de mensagens e chamadas em tempo real.

“Essa prisão é um desdobramento de outra investigação. Conseguimos identificar o suspeito a partir das provas obtidas e cumprir o mandado de prisão. Infelizmente, encontramos uma grande quantidade de imagens e vídeos envolvendo crianças e adolescentes”, afirmou o delegado.

Durante o cumprimento do mandado, o homem negou participação nos crimes e alegou estar sendo vítima de uma armação. No entanto, conforme Tiago Meira, os elementos reunidos pela investigação sustentam a participação do suspeito no esquema criminoso.

Até o momento, a Polícia Civil identificou 33 vítimas relacionadas diretamente ao caso. Dessas, três tiveram contato com o investigado ou tiveram vídeos produzidos especificamente para ele, sendo duas meninas e um menino. O delegado ressaltou que, além da produção e do compartilhamento, o simples armazenamento de imagens de abuso sexual infantil já configura crime previsto em lei.

As investigações também apontam que as vítimas não possuíam qualquer grau de parentesco com o suspeito. Conforme a Polícia Civil, elas eram aliciadas pela mulher presa anteriormente, que tinha acesso às crianças, as levava para encontros em que ocorriam os abusos e registrava em vídeo os atos a pedido do investigado.

O caso começou a ser descoberto após uma mãe desconfiar da situação envolvendo a filha e reunir elementos que deram início às investigações. A mulher suspeita de aliciar as crianças foi presa na semana passada, e a partir da análise do material apreendido os policiais chegaram ao homem preso nesta terça-feira.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para identificar outras possíveis vítimas e eventuais envolvidos. Em razão da natureza dos crimes e para preservar a identidade das crianças e de seus familiares, os detalhes da investigação permanecem sob sigilo.

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