Juiz torna réus 22 bandidos por golpes virtuais de R$ 1 milhão em MT

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, recebeu duas denúncias contra 22 réus investigados na Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em março deste ano. Na ocasião, foram cumpridos 97 mandados de prisão de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger e Cáceres, contra uma organização criminosa responsável por aplicar golpes virtuais que resultaram em prejuízos para as vítimas de mais de R$ 1 milhão.

Os réus denunciados são Peterson Jhonathan Figueiredo da Cruz, Kevily Carolini Crispin Poiche, João Vinicius Prado Ferreira, William Paulo Bordim da Silva, Rangel Felix Santana, João Victor de Arruda Santana, David Henrique de Arruda, Weslyn Ruslan Duarte de Oliveira, Rennan Wesley Vieira Rocha da Silva, Matheus Yicaro Bezerra, Cézar Thiago Silva Santos, Samuel Costa Rodrigues, Wesley Vinicius de Moura, Daniel Claudio da Silva, Ewerson Enryque Correa da Silva, Ollyvander de Jesus Oliveira da Silva Moraes, Kimberly Amanda Crispim Poiche, Thiago Henrique Oliveira, Carlos Magno Otacio de Oliveira Junior, Kássia Maria de Arruda Alves dos Santos, Alysson Cesar Crispin Poiche e Jaqueline Alves Barbosa.

Em julho de 2022, a polícia realizou buscas, onde diversos aparelhos eletrônicos foram apreendidos. Os conteúdos foram analisados pelo Núcleo de Inteligência da delegacia e resultaram em material que deu base à “Operação Gênesis”. Durante o inquérito, foi constatada a ocorrência de outros delitos de estelionato que fizeram vítimas em vários estados. Entre elas, os policiais identificaram 19 vítimas que tiveram cerca de R$ 1 milhão roubado.

O inquérito, que originou a operação, foi instaurado após a informação de que um dos investigados, que mora no Bairro Despraiado, em Cuiabá, aplicava diversos golpes na modalidade fraude eletrônica. Para executar o crime, o suspeito recrutava pessoas que abriam contas bancárias e, depois, ele passava a administrá-las, instalando aplicativos de bancos no próprio telefone. O dinheiro dos golpes era depositado nessas contas e, na sequência, era sacado ou transferido pelo próprio golpista ou por comparsas.

“Diante deste cenário, é de se notar que a gravidade in concreto dos delitos supostamente perpetrados perpassa por muito a contida de forma inerente nos tipos penais abstratos, haja vista a multiplicidade de membros da ORCRIM, a complexidade de suas ações, a expressividade dos valores movimentados, a pluralidade de vítimas e a aparente habitualidade delitiva dos envolvidos, especialmente entre aqueles que ocupam posições mais elevadas”, apontou o juiz em sua decisão.

Além de aceitar as denúncias oferecidas pelo Ministério Público de Mato Grosso, o magistrado também manteve a prisão preventiva de nove dos réus. Segundo a decisão, essa medida é necessária para garantir que a organização criminosa cesse suas atividades, considerando a habitualidade com que o grupo praticava os delitos.

A Operação Gênesis revelou a atuação de uma sofisticada quadrilha especializada em golpes virtuais, que causaram prejuízos financeiros significativos às vítimas. A análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos durante as buscas permitiu identificar a extensão dos crimes cometidos, envolvendo não apenas o estado de Mato Grosso, mas também outros estados do país.

A denúncia contra os 22 réus ressalta a gravidade e a complexidade dos delitos praticados, evidenciando a multiplicidade de membros da organização criminosa, a movimentação expressiva de valores, a diversidade de vítimas e a aparente frequência com que os golpes eram executados.

Agora, com a aceitação das denúncias e a manutenção das prisões, a Justiça inicia o processo de julgamento dos réus, buscando responsabilizá-los pelos crimes cometidos e garantir a punição adequada diante da gravidade dos delitos.

A Operação Gênesis demonstra o comprometimento das autoridades policiais e judiciárias na luta contra crimes virtuais e o empenho em proteger os cidadãos de ações fraudulentas. A sociedade espera que a investigação prossiga de forma eficiente, garantindo a justiça e a reparação às vítimas lesadas por essa organização criminosa especializada em golpes virtuais de alto valor.

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