O casal recebeu 21 anos de prisão cada um, enquanto Thaysa cumpre 18 anos e seis meses em prisão domiciliar.
O empresário Flávio Henrique Lucas, sua esposa, a cirurgiã-dentista Mara Kenia Dier Lucas, e a irmã dele, Thaysa Lucas, foram condenados pela Justiça de Mato Grosso por envolvimento em tráfico interestadual de drogas. A sentença veio à tona após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar habeas corpus à defesa de Mara nesta segunda-feira (15), mantendo a prisão da ré. Flávio também segue detido, enquanto Thaysa cumpre pena em prisão domiciliar.
De acordo com a decisão do juiz Douglas Bernardes Romão, da 1ª Vara Criminal de Barra do Garças, as investigações mostraram que Mara e Flávio atuavam em conjunto na organização, logística e financiamento do transporte de drogas. Flávio foi responsável pelo gerenciamento do tráfico, recrutamento de “mulas” e contato com fornecedores. Interceptações e conversas de WhatsApp, incluindo chamadas de vídeo, indicaram que Mara participava ativamente da operação, acompanhando carregamentos e financiando despesas da organização.
O casal recebeu 21 anos de prisão cada um, em regime fechado, totalizando 42 anos. Já Thaysa Lucas, condenada em processo separado, foi sentenciada a 18 anos e seis meses por atuar como financiadora do grupo entre agosto de 2023 e fevereiro de 2024, reforçando o núcleo financeiro da associação criminosa ao lado do irmão e da cunhada.
Outros acusados também receberam penas: Thiago de Oliveira foi condenado a 17 anos e seis meses; John Carlos Lemos da Silva, Tomaz Camilo Vieira Guimarães e Kelvin Diego Minott Egu receberam 4 anos e dez meses. Pedro Benício Rodrigues de Sá foi absolvido.
Todos eram alvo da Operação Escamotes, deflagrada em maio do ano passado pela Polícia Federal contra um esquema de tráfico de drogas e armas em Mato Grosso e outros estados. Segundo a Justiça, Flávio respondia a um “chefe” da facção, atualmente foragido. A sentença detalha ainda a atuação financeira de Mara e Thaysa, responsáveis por pagamentos a envolvidos, aluguel de veículos e repasses de valores para sustentar as atividades ilícitas do grupo.