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Mãe de homem arrastado ia fazer cirurgia em Cuiabá e diz que filho está abalado

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A funcionária pública Araci Luiza Ferreira, de 66 anos, mãe do portador de doença mental, identificado como Jadilson Luiz Ferreira, que foi arrastado na rodoviária de Sinop, relata ao que entrou no ônibus, com destino a Cuiabá, para vir fazer uma cirurgia no joelho. Ela detalha que o rapaz, que é PCD (pessoa com deficiência) estava com ela no veículo e que, em determinado momento, disse que estava com medo e, por isso, ela pediu para que ele descesse para respirar.

“Eu estava sentada no fundo e não dava para ficar andando por conta do joelho. Ai só vi o motorista gritando que tinha que ir porque estava atrasado. E depois arrastaram o meu filho, machucaram o joelho dele. Tive que voltar sem fazer a cirurgia para ver como meu filho estava. Ele está muito abalado e eu também. As pessoas tinham que ter mais paciência”, desabafa.

O caso veio à tona após pessoas, que presenciaram a cena, publicar os vídeos nas redes sociais. As imagens viralizaram e causaram comoção na cidade. Diante dos fatos, o delegado Bruno de Abreu de Sinop informou que vai intimar a mãe e/ou o representante legal do portador de doença mental para coletar depoimento formal e abrir investigação.

“Vamos apurar e buscar saber o que de fato ocorreu e o motivo daquilo. Porém, vamos identificar os participantes da ação e, inclusive, as pessoas que se omitiram. Todos, em tese, praticaram o crime. Mas vamos apurar tudo e saber inclusive se de fato a mãe dele estava no ônibus”, explicou.

Um vizinho de Jadilson, Juarez Sodré fez um relato e classifica o episódio como vergonhoso e relatou que o portador de deficiência sempre passeia todos os dias pelas ruas com a bicicleta de três pneus cumprimentando a todos

“Chama os conhecidos de dorminhoco com sua voz grossa e rouca. Tem problemas é claro. Ontem cedo ele me disse que avisou o motorista que já tinha se vacinado e que está com os joelhos doendo muito. A mãe teve que seguir viagem pois todos sabemos como está difícil para as pessoas de baixa renda conseguir qualquer tipo de procedimento médico. É lamentável isso acontecer em uma empresa que transporta pessoas, pois os funcionários deveriam ter treinamento para lidar com todo o tipo de pessoa. E pior ainda é o funcionário com colete arrastar e jogar o mesmo como se fosse um animal bem no momento em que o dono da empresa é procurado pela Justiça”, disse Juarez.

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