Alessandro Sidinei Braga, 38, foi encontrado morto na manhã deste domingo (31) em uma clínica terapêutica localizada no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Inicialmente, a ocorrência era de suicídio, porém, durante a investigação, a polícia descobriu que se tratava de um homicídio. Polícia prendeu o suspeito do crime.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 7h58 para atender a ocorrência.
No local, os policiais constataram que se tratava do Centro Terapêutico Pró Vida, instituição voltada ao atendimento de dependentes químicos e pessoas diagnosticadas com esquizofrenia, que abriga cerca de 42 internos.
Segundo relatos colhidos pela polícia, Alessandro realizava tratamento para controle da esquizofrenia. No sábado (30), ele teria apresentado um surto psicótico, situação que exigiu contenção física e administração de medicamentos controlados para estabilização do quadro.
Testemunhas informaram que, durante a contenção, as mãos do paciente foram amarradas e somente liberadas após ele apresentar comportamento considerado colaborativo.
Os responsáveis pela clínica relataram aos policiais que, ao amanhecer, outros internos perceberam que Alessandro estava sem sinais vitais. Conforme a versão apresentada, ao entrarem no quarto onde ele dormia, encontraram a vítima já morta, com uma corda enrolada no pescoço.
A Polícia Militar informou que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local e, durante a análise da cena, identificou divergências entre os vestígios observados e as informações inicialmente repassadas pelos responsáveis pela instituição.
Com a investigação, foi descoberto que um ex-interno, que atualmente trabalha no local, tentou conter a vítima. Durante a ação, ela acabou morrendo. A princípio, não há indícios de que o autor tenha agido com a intenção de matar.
No entanto, com receio de ser responsabilizado pela morte, o suspeito teria alterado a cena do ocorrido para simular um suicídio por enforcamento. A suposta fraude foi identificada durante os trabalhos periciais, o que levou à mudança da linha investigativa e à prisão do envolvido.