Pacientes pós Covid-19 relatam sequelas deixadas na visão em MT

Alguns pacientes, mesmo depois de recuperados da Covid-19, ficaram com sequelas deixadas pelo vírus. Entre os problemas está a dificuldade de enxergar e o aumento da presbiopia. Segundo especialistas, as sequelas podem ser diretas ou indiretas.

A Flávia Cristina Rodrigues, de 49 anos é uma das pessoas que sofreu com essas sequelas. Ela trabalha no setor de endemias e foi contaminada pela Covid-19. Flávia se recuperou, tendo sintomas leves, mas acabou desenvolvendo problemas na visão.

“No período em que eu estava em isolamento foi quando eu percebi. Hoje, por exemplo, letras pequenas eu não consigo ler”, conta.

Os olhos são uma das principais portas de entrada do coronavírus, a contaminação pode acontecer também através das lágrimas de uma pessoa contaminada pela Covid -19.

De acordo com especialistas, as sequelas podem ser diretas e indiretas para pacientes pós Covid-19. A doença pode causar sérios problemas a visão.

“Tem muito paciente reclamando, que depois que pegou a Covid, teve piora na questão da vista cansada, que é a presbiopia, causando dificuldade em ler de perto. Tem muito paciente que estava naquela fase de 39 a 41 anos, que estava começando a ter a vista cansada, e depois da doença a dificuldade piorou”, explica o oftalmologista Lucas Carazza.

Ainda segundo o médico, é preciso ficar atento aos sintomas. A visita ao oftalmologista precisa ser regular. O tratamento vai responder de acordo com o sistema imunológico de cada pessoa.

O empresário André Luiz Martins também foi infectados pelo coronavírus. Ele ficou internado, se recuperou, mas teve sequelas na visão. Foi preciso fazer terapia pós Covid para recuperar a saúde dos olhos

No começo da Covid em menos de um metro eu já enxergava duplo. É um nervo ocular que movimenta o glóbulo ocular e ficou fraco. Ele não conseguia fazer o movimento para a visão do lado esquerdo acompanhar o direito. Fiquei assim por cinco meses e agora está chegando a 90% da visão normal.

“Quem usa óculos deve continuar usando, porque ele serve coml uma forma de barreira de proteção e diminui a chance da pessoa pegar, além do uso da máscara”, afirma Carazza.

Programa Estação Sicredi

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