Pandemia: Candidatos se dividem sobre adiamento da eleição para o Senado

Diante do agravamento da crise do coronavírus no Brasil, com o aumento das restrições nas instituições públicas, a possibilidade do adiamento da eleição suplementar para o Senado em Mato Grosso divide os 12 candidatos que disputam a vaga deixada por Selma Arruda (Pode).

Dos 11 candidatos que o  ouviu, 4 são favoráveis ao adiamento, 4 contrários e 3 ficaram em cima do muro. “Sou favorável sim ao adiamento. Fiquei preocupado neste fim de semana ao andar pelas ruas e pelas feiras. Acredito de devemos ser responsáveis. Conversei com o ministro da Saúde e ele me disse que tem uma audiência com a presidente do TSE, ministra Rosa Weber para tratar do assunto”, disse Júlio Campos (DEM) nesta segunda-feira (16).

O vice-governador Otiaviano Pivetta (PDT) também se posicionou favorável ao adiamento da eleição de 26 de abril por conta da pandemia do coronavírus. “Ninguém vai morrer pelo fato de adiar a eleição. Mas pode haver óbitos pelos inconvenientes da campanha, portanto sou favorável ao adiamento”.

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) entende a gravidade do coronavírus e acredita que o Estado deve tomar medidas necessárias para a proteção da população. “Nada é mais importante que a vida e a saúde. Portanto se os responsáveis entenderem que é preciso adiar as eleições, terá o nosso total apoio”, afirmou.

Candidato pelo partido Novo, Feliciano Azuaga, reuniu a sua equipe de campanha nesta segunda-feira (16) e adiou o lançamento da candidatura por conta da crise do coronavírus. “Nós estamos adiando e somos favoráveis ao adiamento. Defendemos todas as medidas para que essa crise não se agrave e que o Brasil possa controlar essa pandemia”.

Já os contrários ao adiamento acreditam que existem outros interesses por trás do adiamento. Para o ex-deputado Nilson Leitão (PSDB), o Brasil está adotando todas as medidas necessárias para controlar a doença nos próximos 15 dias. “Diferente da Itália que foi pega de surpresa o Brasil está se prevenindo e os especialista dizem que em 15 dias podemos controlar o coronavírus. E hoje a campanha está cada vez mais virtual. Então não vejo problemas, já que a eleição só é daqui 40 dias. Deve ter outros interesses caso adiem”.

O deputado federal e vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, José Medeiros (PODE), também se posicionou totalmente contra o adiamento do pleito. “Isso é conversa fiada. O Mauro Mendes (DEM) já vem tentando adiar esta eleição bem antes do coronavírus”.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) também é contrário ao adiamento da eleição. Segundo ele, o Estado não tem nenhum caso concreto de coronavírus e por isso a eleição deve prosseguir. “Caso se agrave a situação durante a campanha, aí sim nós podemos pensar em adiar. Mas no momento sou contra”.

Gisela Simona (PROS) também se posicionou contrária ao adiamento. Para ela, é possível que as organizações de saúde orientem a população para o que pode e não pode fazer durante este período. “Nós podemos fazer campanha digital. E se for isso, podemos realizar essa campanha virtualmente. É importante Mato Grosso ter os 3 senadores. Então os candidatos podem se reinventar na campanha. E podemos respeitar o que for decidido pelas autoridades da saúde”, afirmou.

Já os candidatos procurador Mauro (PSOL), Carlos Fávaro (PSD) e Reinaldo Moraes (PSC) ficaram em cima do muro ao questionamento. Para Mauro cabe apenas as autoridades eleitorais se manifestarem sobre o pleito. “Não cabe ao candidato opinar sobre isso. Apenas respeitar o que foi determinado”, disse por meio de sua assessoria.

Para Fávaro não se pode colocar em risco a saúde da população. Porém, ele afirma que está preparado para a disputa de 26 de abril ou posterior, caso se adie a eleição.

Reinaldo afirma que uma medida drástica como a suspensão das eleições só pode ser tomada se vier acompanhada de outras ações. “Sou a favor da preservação da saúde da população. Mas não é só cancelar eleição, mas cancelar aulas, eventos públicos, movimento em shoppings. Sou favorável a essas medidas para poder prevenir doenças na população, mas tem que ser medida como um todo, porque só cancelar eleição não vai deter o coronavírus”.

O candidato ao Senado, Euclides Ribeiro, sem partido, entende que é preciso atender as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério de Saúde, frente a pandemia do Coronavírus e suspender temporariamente as eleições suplementares ao Senado que aconteceriam dia 26 de abril em Cuiabá, Mato Grosso.

“É preciso resguardar e pensar no bem estar da população do Mato Grosso e claro do nosso país. Vamos enfrentar primeiro o vírus e depois os políticos carreiristas”, defendeu.

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