Polícia Civil passa a administrar carceragem do Fórum durante greve dos policiais penais

O juiz Lídio Modesto da Silva Filho, diretor do Fórum de Cuiabá, autorizou que a Polícia Civil de Mato Grosso assuma, temporariamente, o recambiamento e vigilância dos presos na carceragem do fórum. A decisão é desta quinta-feira (13) e busca miniminar os efeitos da greve dos policiais penais.

 

Na carceragem do fórum estão os presos que estavam custodiadas em celas de delegacias da Região Metropolitana de Cuiabá.

 

A Polícia Civil definiu um plano operacional como forma de minimizar os efeitos da greve dos servidores do Sistema Penitenciário estadual.

 

O plano de ação da Polícia Civil foi estruturado levando em conta o não recebimento de custodiados em diversas unidades prisionais do estado. Em razão disso, a instituição necessitou empregar parte da força operacional para a vigilância temporária de custodiados nas delegacias, a fim de evitar prejuízos ao sistema de segurança pública e à sociedade.

 

O delegado-geral em substituição, Gianmarco Paccola Capoani, destaca que entre os dias 12 e 23 de dezembro, a Polícia Civil recebeu 728 pessoas presas em todo o estado. “Essa medida definida para a Região Metropolitana de Cuiabá, que movimenta um número maior de presos, foi adotada para a garantia dos direitos fundamentais dos custodiados. Não medimos esforços, tratando essa situação pautados na responsabilidade da Polícia Civil diante do papel institucional, a fim de evitar um problema mais sério para a sociedade mato-grossense. Agradeço as instituições envolvidas e aos nossos policiais, que se empenharam em atender prontamente a força de trabalho que foi organizada”, declarou o delegado.

 

A medida autorizada pelo diretor do Fórum de Cuiabá define que a gestão da carceragem está sob responsabilidade da Polícia Civil e que a Secretaria de Estado de Segurança Pública adote as medidas necessárias para segurança nas imediações do prédio e alimentação dos custodiados na carceragem.

 

Movimento grevista

Na quarta-feira, o desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ratificou a ilegalidade da greve dos policiais penais em Mato Grosso e aumentou a multa aplicada pelo descumprimento da decisão para R$ 200 mil, em razão da manutenção do movimento e pelo surgimento de “fatos novos e gravíssimos”, como a negativa em receber novos presos. O magistrado determinou ainda o afastamento imediato do presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen-MT).

 

Na semana passada, a desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves já havia declarado a ilegalidade do movimento grevista e determinado o retorno imediato dos policiais penais ao trabalho, o que não ocorreu.  (Com informações da assessoria)

Veja também

Ação integrada apreende duas armas de fogo e prende duas pessoas no distrito de Primavera

Princípio de incêndio atinge refeitório de empresa as margens da BR-163

Governo de MT realiza 1º Feirão SER Família Habitação com 1,5 mil imóveis disponíveis e subsídio de até R$ 25 mil

Maysa Leão participa da campanha “21 dias de ativismo” em Sorriso

Polícia Civil cumpre 41 ordens judiciais contra facção criminosa envolvida em extorsão de empresários em Sinop

Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio brasileiro