Polícia Civil solicita boletins de qualidade do ar para apurar possível crime de poluição atmosférica

A Delegacia Especialidade de Meio Ambiente da Polícia Civil de Mato Grosso requereu a prefeituras de cidades onde houve incidência de queimadas o boletim de qualidade do ar, que é emitido pelos órgãos municipais. O objetivo da delegacia é avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar e apurar o possível crime de poluição atmosférica.

A delegada titular da Dema, Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino, explica que a requisição do boletim foi feita às prefeituras de municípios onde ocorreram incêndios que são objeto de investigação da delegacia. “A partir das informações do boletim e com as investigações que estão em andamento vamos verificar se e quanto os incêndios florestais contribuíram para afetar a qualidade do ar nessas cidades e consequentemente, averiguar o possível crime de poluição, também previsto na legislação ambiental”, pontua a delegada.

Inquéritos instaurados pela Delegacia de Meio Ambiente, que tem atribuição investigativa de delitos ambientais em todo o estado, apuram as ocorrências de incêndios florestais nas regiões do Pantanal, que engloba áreas de vários municípios, e tem reflexos em outras cidades, e também na Capital e outras cidades da região metropolitana.

Na Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal (RPPN), a delegacia investiga a causa do incêndio que está sendo apurada como queima intencional de vegetação desmatada para criação de área de pasto para gado.

Outra ocorrência foi na fazenda Espírito Santo, também no Pantanal. Um relatório do Corpo de Bombeiros aponta que o incêndio teve início em uma área próxima à estrada de acesso ao Sesc Pantanal, causado por uma máquina agrícola que fazia limpeza no local e pegou fogo.

Na Rodovia Transpantaneira, que passa por toda a região, aproximadamente seis mil hectares foram queimados por um incêndio que começou em decorrência de um acidente automobilístico. Um veículo perdeu o controle na cabeceira de uma das pontes da rodovia, caiu no barranco e pegou fogo.

Na Região do Moitão e Fazenda São José, conforme o levantamento do Corpo de Bombeiros, o fogo começou devido à prática de retirada de mel de abelhas silvestres, em uma região de mata fechada, conhecida como Moitão. Vestígios indicam a queima de raízes para o uso de fumaça a fim de retirar os favos de mel.

Outra ocorrência em investigação pela Dema é de um incêndio que se alastrou em uma área residencial em Cuiabá, próximo à Rodovia Helder Cândia (MT-010). A apuração aponta que o incêndio se propagou após faísca na fiação elétrica de alta tensão.

Programa Estação Sicredi

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