Prefeitos de Feliz Natal e Cláudia são alvos da operação contra crimes ambientais em Mato Grosso

Na manhã desta quarta-feira, a Operação Desbaste foi deflagrada para investigar crimes ambientais no estado de Mato Grosso, tendo como alvos os prefeitos José Antônio Dubiella, de Feliz Natal, e Altamir Kurten, do município de Cláudia. A operação, que contou com a participação de agentes das forças de segurança, cumpriu um total de 37 mandados de busca e apreensão, medidas cautelares e afastou 13 servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Até o momento, não foi possível contatar a defesa dos prefeitos para comentários sobre as alegações.  A Sema, em resposta a essa operação, expediu uma Instrução Normativa com o intuito de implementar novos procedimentos para explorações florestais, incluindo manejo e projetos de supressão, visando aprimorar os mecanismos de controle e coibir possíveis fraudes.

A ação da Operação Desbaste abrangeu os municípios de Cuiabá, Sinop, Cláudia, Santa Carmem, Feliz Natal, Alta Floresta e Colniza. Seu objetivo central é combater uma organização criminosa que teria sido formada com o propósito de fraudar licenciamentos ambientais e sistemas de controle ambiental, como o CC-Sema, Sisflora e Simlam. Além disso, os suspeitos são acusados de envolvimento em lavagem de dinheiro e outros ativos obtidos ilegalmente através de desmatamentos, falsificações e corrupção.

Os investigados enfrentam acusações que incluem crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção e outros delitos relacionados à administração ambiental. As penas máximas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão. O inquérito está sob sigilo judicial.

As investigações tiveram início em 2021 e revelaram que a organização criminosa atuava nos procedimentos administrativos ambientais da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), produzindo documentação falsa para alterar pareceres e vistorias emitidas pela Sema. Além disso, a investigação identificou o envolvimento de empresários, responsáveis técnicos e servidores públicos que produziam documentos falsos e inseriam informações fraudulentas nos sistemas informatizados do órgão ambiental, visando lucros ilícitos.

Em maio deste ano, as madeireiras do prefeito José Antônio Dubiella e do vice-prefeito foram alvo de uma operação que visava combater um grupo envolvido na extração e desmatamento ilegal de madeira. Durante a operação, também foram registrados três flagrantes por posse de arma e munições sem registro em uma das madeireiras administradas pelo vice-prefeito.

As investigações apontaram que a associação criminosa estava focada em lucros financeiros imediatos, ignorando os danos ambientais e à fauna causados pelo desmatamento ilegal e pela destruição da vegetação.

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