Embora a proposta já tenha avançado em duas comissões e tenha, em tese, apoio suficiente para aprovação, Materazzi defendeu que Sorriso deve priorizar debates sobre habitação, saúde, comércio e desenvolvimento econômico, além de destacar que a própria estrutura física da Câmara não comportaria novos gabinetes.
O presidente da Câmara Municipal de Sorriso, Rodrigo Materazzi, foi o entrevistado desta quinta-feira (18) no programa A Voz do Povo e abordou um dos temas que mais têm gerado debate no Legislativo: o projeto que prevê o aumento do número de vereadores no município. Embora a proposta já tenha avançado nas comissões da Casa, Materazzi afirmou ser pessoalmente contrário à ampliação das cadeiras.
Durante a entrevista, o parlamentar destacou que Sorriso possui atualmente pautas mais urgentes e estratégicas para serem discutidas. Entre elas, citou o fortalecimento do município em áreas como habitação, saúde, comércio local e infraestrutura, além da realização do GAF, evento voltado ao agronegócio que busca projetar Sorriso em nível nacional e internacional.
Segundo Materazzi, o município vive um momento importante de crescimento e precisa concentrar esforços em ações que tragam resultados concretos para a população. Na avaliação dele, o debate sobre o aumento do número de parlamentares não deve ser prioridade neste momento.
Outro ponto levantado pelo presidente da Câmara diz respeito à estrutura física do Legislativo. Ele lembrou que a sede atual já enfrenta limitações de espaço e que alguns setores funcionam em salas alugadas em um prédio localizado em frente à Câmara. De acordo com o vereador, não haveria atualmente estrutura suficiente para acomodar novos gabinetes caso a ampliação seja aprovada.
Apesar de sua posição contrária, Materazzi ressaltou que, na condição de presidente da Casa, tem a obrigação de conduzir a tramitação do projeto conforme determina o regimento interno e a legislação. A proposta já recebeu parecer favorável em duas comissões e deverá ser submetida ao plenário em três votações consecutivas, realizadas em sessões distintas.
Para ser aprovada, a matéria necessita de maioria absoluta dos vereadores, o que corresponde a oito votos favoráveis. Conforme o cenário atual mencionado durante a entrevista, apenas três parlamentares teriam se manifestado contrários ao projeto, o que indicaria, neste momento, a possibilidade de aprovação da proposta caso ela fosse levada à votação.
Materazzi reiterou que respeitará a decisão soberana do plenário, mas reafirmou que, caso participe da votação, seu posicionamento será contrário ao aumento do número de cadeiras no Legislativo municipal.
Veja a entrevista no vídeo.