Programa “A Voz do Povo” aprofunda debate sobre saúde mental materna com foco na depressão pós-parto

“Falar sobre isso é um ato de cuidado coletivo. Precisamos normalizar o diálogo sobre as emoções das mães e garantir que nenhuma mulher enfrente esse momento sozinha.”

Na manhã desta terça-feira (27), o programa A Voz do Povo deu continuidade à série de entrevistas “Depressão tem Cura”, recebendo a psicóloga Dra. Fabiola Tiecher para uma conversa esclarecedora sobre a depressão pós-parto — um tema muitas vezes silenciado, mas que afeta profundamente a saúde mental de milhares de mulheres no período da maternidade.

Durante a entrevista, Dra. Fabiola explicou que a depressão pós-parto vai além da tristeza comum nos primeiros dias após o nascimento do bebê, conhecida como baby blues. Enquanto esta é passageira e afeta a maioria das mães, a depressão pós-parto é persistente e interfere significativamente na rotina, emoções e no vínculo da mulher com o bebê.

A psicóloga apontou sinais de alerta, como tristeza profunda, irritabilidade, sentimento de culpa, perda de interesse, distúrbios do sono e do apetite, além da dificuldade de se conectar com o bebê. Segundo ela, a depressão pós-parto pode surgir nas primeiras semanas após o parto, mas também pode se manifestar meses depois.

Entre os fatores de risco, Dra. Fabiola destacou o histórico de depressão, gravidez não planejada, complicações no parto, falta de apoio emocional, e sobrecarga de tarefas. Nesse ponto, ela reforçou a importância da rede de apoio — parceiros, familiares e amigos — como peça-chave na prevenção e recuperação. “O acolhimento e a escuta empática fazem toda a diferença”, ressaltou.

Ela também abordou os impactos da depressão pós-parto no vínculo mãe-bebê e no desenvolvimento emocional da criança, alertando que, sem o devido tratamento, as consequências podem se estender para além da infância.

Questionada sobre tratamentos, Dra. Fabiola afirmou que é possível tratar o quadro com psicoterapia e apoio multiprofissional, e que o uso de medicamentos pode ser necessário em alguns casos, sempre com orientação médica. Ela também comentou sobre o preconceito que muitas mulheres enfrentam ao admitir que estão doentes, o que pode atrasar o diagnóstico e dificultar a recuperação.

Outro ponto relevante da conversa foi a saúde mental dos pais. A psicóloga lembrou que homens também podem apresentar sinais de depressão ou ansiedade após o nascimento do filho e que o bem-estar de toda a família deve ser observado.

Encerrando a entrevista, Dra. Fabiola defendeu a importância de quebrar o silêncio em torno da saúde mental materna e promover espaços de acolhimento.  A série de entrevistas “Depressão tem Cura” segue nos próximos programas, com novos especialistas e depoimentos de quem superou a doença.

Veja a entrevista no vídeo.

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