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Quadrilha que furtou mais de 17 toneladas de cobre tem investigação coordenada pela Delegacia de Sorriso

Quadrilha está envolvida na subtração de mais de 17 toneladas de cobre em propriedades de 11 cidades do estado

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a terceira fase da Operação Alta Tensão, visando desarticular uma organização criminosa responsável pela subtração sistemática de cabos de cobre em propriedades rurais de 11 cidades do estado, com prejuízos significativos ao agronegócio. O trabalho investigativo foi conduzido pela Delegacia de Sorriso, cidade que figura entre os principais alvos das ações criminosas.

Na operação, são cumpridos mandados de prisão de nove pessoas, além de ordens judiciais de sequestro e bloqueio de valores e suspensão da atividade econômica da empresa receptadora do material furtado. Até o momento, seis suspeitos foram detidos em Sinop, local onde todos os mandados estão sendo cumpridos, e foram apreendidos carros de luxo e mais de R$ 83 mil em dinheiro.

As investigações apontam que a quadrilha atuou entre 2023 e 2025, em pelo menos 37 furtos e outros crimes patrimoniais, com principais cidades afetadas como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Vera e Sinop, além de outros municípios da região médio-norte do estado. A mesma organização também realizou crimes similares em Vila Bela da Santíssima Trindade. O grupo é acusado de furto qualificado, organização criminosa armada, lavagem de capitais e receptação qualificada, com movimentação financeira estimada em milhões de reais e 17,5 toneladas de fios de cobre subtraídos.

O inquérito teve início após registros de furtos em propriedades rurais de Sorriso, onde os criminosos atuavam durante a noite, com foco em cabos de cobre de pivôs centrais de irrigação e outros objetos de valor. Durante a investigação, policiais da delegacia realizaram diligências, analisaram imagens de câmeras de monitoramento e utilizaram técnicas avançadas, como a quebra de sigilos telemático e fiscal, que possibilitaram identificar todos os envolvidos.

O material furtado era levado a uma propriedade rural para “limpeza” — queima dos cabos e separação do cobre — e, em seguida, comercializado na empresa de sucata de propriedade de um dos investigados. Um dos líderes do grupo era responsável pela venda, com auxílio de colaboradores e gerentes da empresa, que manipulavam o pesagem, cadastro e pagamento da sucata.

Com a conclusão do inquérito, o delegado Paulo Brambila, responsável pela investigação, solicitou a prisão preventiva dos envolvidos, deferida pela Justiça. Durante a apuração, em fevereiro, três integrantes do grupo já haviam sido presos; um deles foi solto e voltou a ser alvo da nova fase da operação.

O caso evidencia o papel central da Delegacia de Sorriso na identificação e desmantelamento de uma organização criminosa que causou prejuízos milionários ao setor agropecuário do estado.

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