A Voz do Povo: relatórios para recebimento da Prefeitura de Sorriso mostram servidores sem sobrenome contratados via cooperativa

Catiane, Duan, Raiane, Izaque, Jaderson, Wendina, Antonia , Osmar e Pedro foram pagos por serviços prestados através da Cooperativa Cooper Vale à Prefeitura Municipal de Sorriso. Eles estão identificados assim mesmo, apenas com primeiro nome e sem as respectivas matrículas em diversos relatórios aos quais a Sorriso FM teve acesso. A documentação é relativa ao ano de 2019, com situações registradas em vários meses daquele ano.

Sobre o assunto, foram ouvidos na Voz do Povo desta sexta-feira (10-06), os vereadores Rodrigo Machado e Marlon Zanella, presidentes das duas CPIS instauradas na Câmara e o vereador Acácio Ambrosini.

Em Janeiro de 2019, quando era Secretário de Obras o atual vereador Acácio Ambrosini, integrante como suplente da CPI que investiga funcionários fantasmas, há o registro de uma servidora nominada apenas como Catiane. Ela teria trabalhado oito horas por dia, de segunda a sexta-feira, efetuando pintura de meios-fios, lotada no carto de Auxiliar de Serviços Gerais II. O valor por hora trabalhada era R$ 7,01. Por 192 horas a servidora teria recebido R$ 1.345,92 e para a Cooperativa que recebia à época R$ 10,69 por hora foi repassado o valor de R$ 2.052,00.

 

 

Em Fevereiro do mesmo ano, na Secretaria de Assistência Social, aparece nos relatórios uma servidora, no cargo de Auxiliar de Serviços Gerais, que teria trabalhado 8 horas diárias, 3 vezes por semana na secretaria recebendo R$ 7,01 por hora – teria recebido por 16 horas o valor de R$ 112,18. Só que a mesma servidora, trabalhava 8 horas pior dia de segunda a sexta na mesma pasta, mesmo cargo, recebendo R$1.121,60 por mês e a cooperativa por sua vez R$1.710,00. Os relatórios tem as assinaturas do secretário de Finanças, Sergio Kocova Silva e de Assistência Social Jucélia Ferro.

Em março de 2019, na Secretaria de Obras aparecem os nomes de Duan e Raiane, ambos sem sobrenomes. Os dois teriam trabalhado seis horas de segunda a sábado na equipe de rastelo, lotados na função de Auxiliar de Serviços Gerais I. Duan recebeu por 30 horas trabalhadas o valor de R$ 194,40 e Raiane por 48 horas recebeu R$ 311,04. Para a Cooperativa foi repassado pelo serviço de Duan o valor de R$297,90 e pelo serviço de Raiane R$ 476,64.

Ainda em março de 2019, na Secretaria de Esportes aparecem também sem sobrenomes Izaque e Jaderson. Izaque recebeu por diárias no Rota do Sol na função de Serviços Gerais I, Jaderson por diárias na Ivete também na função de Auxiliar de Serviços Gerais II. Eles teriam trabalhado oito horas cada, recebendo R$ 56,08 (R$ 7,01 por hora) e para a cooperativa o total de R$ 85,52 por cada servidor (R$ 10,69).

 

     

 

 

Em abril de 2019, na Secretaria de Assistência Social a situação segue com servidores que só tem o primeiro nome. Wendina (teria trabalhado 8 horas de 2ª a 6ª no Nosso Lar como Auxiliar de Operação Logísticas e Administrativa). Recebeu R$ 81,60 por 8 horas (R$ 10,20 a hora). Para a Cooperativa foram pagos R$ 17,28 por hora, um total de R$ 138,24.

 

Na mesma pasta aparece Antonia (também sem sobrenome), tendo trabalhado de 2ª a 6ª 8 horas diárias como auxiliar de cozinha recebendo R$ 9,20 por hora, total de R$ 956,80 por 104 horas. Antonia também recebe mais R$ 93,60 de insalubridade. Para a Cooperativa foram repassados R$ 1.672,60 (R$ 15,65 por hora).

 

Em junho de 2019, na Secretaria de Obras aparece nos relatórios o nome de Osmar (sem sobrenome). Ele teria trabalhado na equipe de roçadores, como Auxiliar Operador e Administrativo, recebendo R$ 1.591,20 por seis horas trabalhadas de segunda a sábado (R$ 10,20 a hora). Para a Cooperativa foram repassados R$ 2.695,68 (R$ 17,28).

No mesmo relatório aparece o nome Pedro (sem sobrenome) na equipe Adelso função de Serviços Gerais I, tendo recebido R$ 1.152,00 por 160 horas de serviço (R$ 7,20 a hora). Para a cooperativa foi repassado o valor de R$ 1.852,80 (R$11,58 a hora).

Em Agosto de 2019, na Secretaria de Governo, então comandada pelo atual vereador Marlon Zanella aparecem nos relatórios diversas folhas de ponto preenchidas a mão pelos próprios servidores.

     

 

À época Diogo Maldaner Picoli  – o vereador Diogo Krieguer, atual relator da CPI  que investiga pagamentos em duplicidade na Secretaria Municipal de Saúde, era o gestor de contratos, convênios e parcerias.

 

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