Saúde reforça ações voltadas ao Janeiro Roxo mês de Combate e Prevenção da Hanseníase

Por: Assessoria Prefeitura

No último domingo do mês de janeiro é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. Durante todo o mês, Janeiro Roxo, a Secretaria de Saúde e Saneamento realiza ações para  chamar a atenção da população através de palestras, pit stop nas avenidas principais da cidade, orientações nas salas das unidades para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença.

“Qualquer mancha no corpo a pessoa deve procurar a Unidade de Saúde da Família para ser encaminhada a um especialista para fazer o exame clínico, quanto antes descobrir a doença menos sequelas ela poderá causar ao paciente e mais rápido é a cura”, afirmou a  médica especialista em hansenologia,  Juliana Reis.

A hanseníase se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés.

“Os principais sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, geralmente com diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio ou ao tato. Também podem ocorrer caroços na pele, dormências, diminuição de força e inchaços nas mãos e nos pés, formigamentos ou sensação de choque nos braços e nas pernas, entupimento nasal e problemas nos olhos, e até muita caibra à noite. É transmitida por um bacilo por meio do contato próximo e prolongado entre as pessoas que convivem juntos”, explicou ela.

Considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados cerca de 30 mil casos da doença, nos vários estados brasileiros e dentre as várias classes sociais, incluindo adultos e crianças. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD) os estados com  maior incidência da doença  são, Maranhão, Pará e Mato Grosso.

“Por muitos anos a hanseníase  provocou discriminação e isolamento dos pacientes. No entanto, atualmente existem antibióticos muito eficazes contra a doença, que pode ser tratada e curada, sem que o paciente precise se afastar da sua rotina. Quanto mais rápido o paciente iniciar o tratamento adequado, mais rapidamente a doença deixa de ser transmissível e menor as chances de surgirem incapacidades físicas. Por isso, é muito importante a conscientização da população, pois todo tratamento é gratuito e tem cura ” ressaltou Juliana Reis.

Próximo

Saúde reforça ações voltadas ao Janeiro Roxo mês de Combate e Prevenção da Hanseníase