Secretários pegam diárias da prefeitura de Sorriso para ir a Cuiabá assinar Filiação Partidária

No último dia 26 de julho, o Secretário de Governo de Sorriso, Hilton Polesello, ex-vereador do município, utilizou recursos públicos para custear uma viagem a Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, com o objetivo de se filiar ao partido União.

O encontro ocorreu na Casa Civil, localizada no Palácio Paiaguás, e teve como propósito dar suporte à pré-candidatura de Polesello à prefeitura de Sorriso, visando fortalecer sua posição política.

O que torna a situação controversa é o fato de que as despesas da viagem foram cobertas pelo erário municipal, o que configura uma prática ilegal. De acordo com informações oficiais, o Secretário Polesello solicitou uma diária no valor de R$ 500 reais, destinada a cobrir suas despesas durante a estadia em Cuiabá.

Além disso, o reembolso do valor da diária foi rapidamente autorizado, uma vez que o montante foi liberado já no dia 24 anterior à viagem. A situação levanta questionamentos sobre a transparência e a fiscalização dos gastos públicos no município.

Não foi apenas Hilton Polesello que se beneficiou da verba pública destinada às diárias. O Secretário de Obras, Milton Geller, também acompanhou o colega na viagem e recebeu a mesma quantia de R$ 500 reais para custear suas despesas.

Em um memorando interno, os secretários justificaram a viagem como uma reunião na Casa Civil com o secretário interino Adjaime Ramos de Souza. Contudo, na prática, a visita à capital se tratou de um ato partidário, contando até mesmo com a presença do deputado Dilmar Dal Bosco.

Veja também

MDB realiza encontro municipal em Sorriso e Leandro Damiani projeta fortalecimento político para 2026

Azul inicou venda de passagens para nova rota entre Sorriso e Campinas

RGA de 4,26% vai gerar impacto de R$ 1 bilhão aos cofres públicos em 2026

Tiago Muniz subprefeito do distrito de Primavera fala sobre o primeiro semestre de sua gestão

Instituições receberam mais de R$ 380 mil por meio do Nota MT em 2025

Ano eleitoral encurta agenda e empurra projetos estratégicos do Congresso para 2026