Educação Saúde

Sintep-MT questiona volta as aulas no estado

Por: Assessoria Sintep-MT Publicado em 08/01/2021

Mesmo com números cada vez mais alarmantes de contaminados com o novo coronavírus, o governador Mauro Mendes, mais uma vez, tomou uma decisão unilateral, sem ouvir a comunidade escolar e sem medir as consequências, determinando o retorno presencial das aulas já para o início de fevereiro. Serão cerca de 380 mil estudantes da rede estadual de ensino sendo colocados diretamente em risco de contágio, além dos trabalhadores da educação. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, Valdeir Pereira, considera a decisão do governo desumana. “Estamos falando de milhares de estudantes que, mesmo no chamado sistema híbrido, com metade da turma presencial, o potencial de propagação do vírus é enorme e seria ainda mais potencializado. Muitos estudantes moram com seus avós e outras pessoas do grupo de risco. Esse retorno é algo absurdo em meio ao cenário que estamos vivenciando”, disse o sindicalista.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado nesta terça (05/01), em 24 horas 796 pessoas testaram positivo para o vírus. Outras 16 não resistiram e morreram em decorrência da doença. O documento também mostra que 51,12% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) já estão ocupadas.

De acordo com o que foi anunciado pela Secretaria Estadual de Educação, a volta às aulas está prevista para acontecer por meio de sistema híbrido de aulas presenciais e não presenciais. No dia 1º, voltariam os professores, diretores e assessores com o intuito de fechar o planejamento de 2021. Os estudantes voltariam na semana seguinte, com revezamento.

O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, reafirma que os trabalhadores da educação já estão com o indicativo de greve e, para preservar vidas, se necessário, os profissionais entrarão em paralização oficial. “Já havíamos decidido na última Assembleia Geral Ordinária, realizada pela categoria em 07 de dezembro, que só iremos retornar com as atividades presenciais quando houver a vacinação de estudantes e trabalhadores. Estamos vivendo uma situação atípica e temos que priorizar vidas. Quando a pandemia passar, não tem como recuperar as vidas que foram ceifadas pelo vírus, e é isso que parece que esse governo não entende, ou não quer entender”, criticou Valdeir.

O presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia, deputado estadual Valdir Barranco (PT), se posicionou sobre a determinação do governador para o retorno das aulas. 

“As escolas não têm estrutura para receber alunos e trabalhadores com segurança sanitária. Cabe ao governador Mauro Mendes, através da Secretaria de Saúde, buscar um contrato com os laboratórios produtores da vacina para que possamos, já que nacionalmente não teremos tão cedo, porque o presidente Bolsonaro nega a vacina, a compra do imunizante pelo estado. Só assim teremos segurança sanitária para o retorno às aulas em todo o estado”, disse.

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