A ação teve início após denúncias de comercialização de entorpecentes e terminou com a localização de um verdadeiro depósito de drogas, além de materiais usados para o preparo e distribuição dos produtos ilícitos.
De acordo com os policiais, a ocorrência teve início após denúncias sobre a comercialização de drogas na região. Durante o monitoramento, a guarnição identificou dois homens em atitude suspeita em frente a uma residência. No momento da abordagem, os suspeitos aguardavam um veículo solicitado por meio do aplicativo “Uber Mulher”.
A motorista do carro informou aos policiais que chegou a ficar assustada com a situação e solicitou o cancelamento da corrida. Durante a revista pessoal, os agentes encontraram porções de drogas e diversos pinos já preparados para a venda.
Conforme relato do Sargento Fernando da PM, durante a entrevista inicial os suspeitos afirmaram ter recebido uma quantidade de entorpecentes de integrantes de uma facção criminosa na última sexta-feira, mas negaram que a droga estivesse armazenada na residência. Quando os policiais informaram que fariam diligências no imóvel, os dois homens fugiram correndo.
Um dos suspeitos conseguiu escapar, enquanto o outro foi localizado e preso em uma área de vegetação a cerca de 20 metros da residência. A equipe constatou que a casa estava com a porta aberta e, apesar de vizinhos terem sido convidados a acompanhar as buscas e recusarem o convite, a vistoria foi realizada.
No interior do imóvel, os policiais encontraram logo na cozinha um grande tablete de droga. Em um dos quartos foram localizadas malas contendo expressiva quantidade de cocaína e maconha. Também foram apreendidas balanças de precisão, embalagens do tipo zip-lock utilizadas para fracionamento dos entorpecentes, diversos pinos com cocaína prontos para comercialização e uma arma de fogo.
Segundo a polícia, a quantidade de drogas apreendida indica que o suspeito ocupa posição relevante dentro da organização criminosa. Ele teria declarado pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Todo o material foi encaminhado à delegacia e a investigação passa agora a ser conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, que irá apurar a origem dos entorpecentes, a participação do suspeito na facção e a possível utilização da arma em outros crimes registrados em Sorriso.