A Justiça de Mato Grosso rejeitou o pedido de absolvição do investigador Manoel Batista da Silva e manteve as provas no processo que apura acusações de estupro e abuso de autoridade contra uma detenta dentro da delegacia de Sorriso, em 2025.
De acordo com o entendimento da Justiça, não houve comprovação de qualquer irregularidade nas imagens do sistema de monitoramento da delegacia, argumento utilizado pela defesa para questionar a validade das provas. O juízo afastou a hipótese de adulteração ou quebra de autenticidade do material.
A acusação se baseia em depoimentos da vítima, de duas detentas que relataram ter visto o policial retirá-la da cela durante a madrugada, além de laudos periciais que apontaram vestígios de violência sexual. Com isso, o caso avança para a fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas, a vítima e o acusado.
Segundo a investigação, os fatos teriam ocorrido entre os dias 9 e 10 de dezembro de 2025, período em que a mulher estava presa após cumprimento de mandado relacionado a um homicídio. Posteriormente, ela foi liberada por falta de provas.
A vítima afirma ter sido abusada cerca de quatro vezes dentro da unidade policial. Conforme relato apresentado à defesa e ao Ministério Público, o investigador a levava até uma sala vazia e a ameaçava, exigindo silêncio sob o risco de morte de sua filha, menor de idade.
A delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, informou que outras detentas foram ouvidas durante a apuração, mas, até o momento, não há registro de novas denúncias envolvendo o policial.