Campanha Julho Amarelo é tema de entrevista com Dra. Thais Pressi na Sorriso FM

A campanha Julho Amarelo visa alertar a população sobre os riscos das hepatites virais, sua forma silenciosa de evolução, os principais tipos, formas de contágio, prevenção, diagnóstico e tratamento.

O programa A Voz do Povo recebeu nesta quinta-feira (31), nos estúdios da Sorriso FM, a médica Dra. Thais Pressi, especialista em hepatologia e gastroenterologia, para falar sobre a campanha Julho Amarelo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre as hepatites virais.

Durante a entrevista, Dra. Thais explicou o que é a hepatite e destacou que existem diferentes tipos da doença — A, B, C, D e E — sendo as hepatites B e C as que apresentam maior risco de cronificação e evolução para cirrose. A médica alertou que muitas vezes a hepatite é uma doença silenciosa, cujos sintomas só aparecem em estágios avançados, tornando fundamental o diagnóstico precoce por meio de exames laboratoriais específicos.

A especialista também detalhou as principais formas de transmissão das hepatites B e C, como contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes. Ressaltou ainda que existe vacina apenas para os tipos A e B, sendo essencial a prevenção e o rastreamento regular, principalmente para o tipo C, que não possui imunização disponível.

Além disso, Dra. Thais abordou os fatores de risco para a cirrose, como o consumo excessivo de álcool, infecções virais e doenças metabólicas como obesidade e diabetes, que também podem comprometer a saúde do fígado. Ela reforçou a importância de uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e pobre em gordura, açúcar e álcool, para preservar a função hepática.

A médica explicou que a cirrose pode ser controlada, mas em muitos casos não tem cura, dependendo do estágio em que é diagnosticada. Os sintomas mais comuns incluem fadiga, inchaço abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados) e perda de peso.

Sobre o impacto da campanha Julho Amarelo, Dra. Thais destacou que a mobilização tem sido fundamental para aumentar a procura por exames e estimular a prevenção. Para quem já convive com hepatite ou cirrose, a médica deixou uma mensagem de esperança, enfatizando que o tratamento pode garantir qualidade de vida e evitar complicações. Já para quem nunca se testou, o alerta é claro: diagnosticar cedo pode salvar vidas.

Veja a entrevsita no vídeo.

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