Justiça suspende decisão do CADE sobre Moratória da Soja

A Justiça Federal em Brasília derrubou nesta segunda-feira (25) a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que suspendeu a Moratória da Soja, o acordo que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia.

A decisão foi proferida pela juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal, a partir de um pedido de suspensão feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A entidade argumentou que o Cade não levou em conta manifestações técnicas e jurídicas e interferiu na política ambiental do país.

Ao determinar a suspensão, a magistrada entendeu que a decisão do Cade não foi avaliada pelo colegiado do conselho e não teve a “consideração expressa” de pareceres do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério do Meio Ambiente.

“A Moratória da Soja, vigente desde 2006, possui natureza voluntária, é integrada por diversos entes públicos e privados, e vem sendo reconhecida como instrumento de fomento ao desenvolvimento sustentável. Em sede de cognição sumária, afigura-se desproporcional e prematura a sua desarticulação imediata por meio de decisão monocrática, desacompanhada de debate colegiado e sem enfrentamento concreto dos argumentos técnicos oferecidos no procedimento originário”, decidiu a juíza.

Na semana passada, organizações socioambientais demonstraram preocupação com o aumento do desmatamento após a decisão do Cade.

 

Veja também

Reforma Tributária: CNA orienta produtores sobre mudanças na emissão de notas fiscais em 2026

Governo de MT regulamenta decreto sobre moratória da soja e concessão de incentivos

Presidente do Sindicato Rural faz avaliação de 2025 e traz expectativas para 2026 no setor do Agronegócio

CAT Sorriso faz balanço positivo de 2025 e projeta ampliação de atividades para 2026

Mato Grosso fecha 2025 com 31,6 milhões de bovinos, aponta Indea

Hora de Cuidar chega a Sorriso e Rondonópolis com foco na janela de plantio e nos impactos da segunda safra