A vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, foi assassinada em janeiro de 2024, e o corpo abandonado em uma lavoura no município de Sorriso.
O Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde condenou, nesta quarta-feira, Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, fraude processual. A vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, foi assassinada em janeiro de 2024.
Durante a sessão, os jurados reconheceram que o homicídio ocorreu por razões relacionadas à condição feminina da vítima, marcado por menosprezo e discriminação de gênero, o que resultou no enquadramento do crime como feminicídio.
Conforme sustentado pelo Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por sentimento de posse do acusado após a recusa de Mayla em manter um relacionamento.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no julgamento, destacou a relevância da decisão para o combate à violência de gênero e para a garantia da igualdade material.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, representa um passo importante no fortalecimento da igualdade material e no enfrentamento de todas as formas de violência de gênero. A decisão do júri reafirma que crimes motivados por discriminação e menosprezo à condição feminina não serão tolerados”, declarou.
Segundo as investigações, o crime aconteceu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. Mayla foi morta com golpes de arma branca.
Após o homicídio, o réu ainda tentou esconder vestígios do crime, limpando o local, descartando objetos pessoais da vítima e levando o corpo até uma área rural em Sorriso, onde o cadáver foi abandonado em uma lavoura.